A Prefeitura de Tucumã, no sul do Pará, acendeu o alerta contra a proliferação do caramujo africano (Achatina fulica). Aproveitando o período de calor e chuvas, condições ideais para a reprodução da espécie, a Secretaria Municipal de Saúde intensificou as ações de vigilância e eliminação do molusco em diversos pontos da cidade.

Equipes de endemias já percorreram os bairros Biquinha, Nova Esperança e Maracanã para identificar focos de maior incidência. Por ser uma espécie invasora e sem predadores naturais, o caramujo se espalha rapidamente, especialmente em terrenos baldios e áreas com acúmulo de entulho.

Riscos à Saúde e Transmissão

O caramujo africano representa um perigo real à saúde pública. Além de danificar plantações, ele pode transmitir doenças graves, como a meningite eosinofílica. A Secretaria de Saúde reforça que a população deve receber bem os agentes de endemias, que atuam na orientação técnica e fiscalização dos quintais.

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Como agir ao encontrar o molusco

A manipulação incorreta do animal pode facilitar a contaminação. Confira as recomendações oficiais para o manejo seguro:

  1. • Proteção Obrigatória: Nunca toque no animal sem proteção. Use luvas ou sacos plásticos nas mãos para evitar o contato com o muco.
  2. • Coleta e Descarte: Recolha os moluscos e seus ovos. Quebre as conchas e coloque-os em uma vala longe de poços ou cisternas. Cubra com cal virgem e enterre para evitar a contaminação do solo.
  3. • Não use sal ou venenos: O uso de produtos químicos ou sal é desencorajado, pois causa danos ao meio ambiente. A coleta deve ser manual (sempre protegida).
  4. • Limpeza de Quintais: Manter terrenos limpos, sem mato alto ou entulho, é a medida mais eficaz para evitar que o invasor se instale.

SERVIÇO: Os moradores podem recolher os animais em sacos de lixo e solicitar a retirada pelo setor de endemias.

• Telefone para dúvidas ou agendamentos: (94) 99134-0407.

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