O Pará registrou a criação líquida de 12.813 empregos formais entre janeiro e maio de 2026, com o interior do estado comandando a expansão das vagas e a desconcentração econômica. Segundo um levantamento divulgado pelo DIEESE/PA com base nos dados oficiais do Caged, o saldo positivo resultou de 216.878 admissões contra 204.065 desligamentos no período. O crescimento consolida o fortalecimento do mercado de trabalho paraense, em paralelo a outras grandes oportunidades do setor público na região, como o concurso da Sefa.

Setor de Serviços lidera e Belém se destaca

A atividade econômica de Serviços foi o principal motor da geração de vagas no estado, respondendo por 9.239 postos de trabalho — o que equivale a cerca de 72% do montante total paraense. A Indústria contribuiu com 2.053 vagas, seguida pelo Comércio (1.964) e pela Construção (724), enquanto a Agropecuária recuou motivada por questões sazonais, fechando 1.167 postos de trabalho.

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No recorte municipal, a capital paraense e os principais polos econômicos internos concentraram os melhores índices:

• Belém: Líder estadual, com saldo positivo de 3.460 postos;

• Parauapebas: Segunda posição, abrindo 3.080 vagas;

• Marabá: Terceiro colocado, gerando 1.593 contratações;

• Santarém e Itaituba: Completam os destaques positivos, com 1.066 e 919 vagas abertas, respectivamente.

Retração no interior e desempenho regional

Por outro lado, 50 municípios enfrentaram perdas de postos formais nos primeiros cinco meses do ano. Barcarena registrou o maior recuo com a perda líquida de 613 carteiras assinadas, seguida por Castanhal (-561) e Oriximiná (-556), movimentos que técnicos associam à conclusão de obras e fim de contratos temporários.

Por regiões de integração, a área de Carajás despontou na liderança absoluta ao somar 5.925 novos empregos formais, impulsionada diretamente pela atividade mineral e urbana de Parauapebas, Canaã dos Carajás e Marabá. Guajará alcançou 4.207 novos postos e Araguaia acumulou 1.993 vagas. De acordo com a avaliação do DIEESE/PA, a sustentabilidade deste cenário positivo exigirá a atração de novos investimentos públicos e a contínua qualificação da mão de obra.

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