A Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a operação “Child Protection”. A ação teve como objetivo o cumprimento de quatro mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão domiciliar contra suspeitos de associação criminosa, estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição de menores.

Durante as diligências, que ocorreram nos municípios de Marabá e Bom Jesus do Tocantins no sudeste paraense, uma quinta pessoa acabou presa em flagrante por posse irregular de arma de fogo.

A ofensiva foi mobilizada por policiais da Superintendência Regional do Sudeste do Pará, da Delegacia de Bom Jesus do Tocantins e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).

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Além das prisões temporárias, os agentes autuaram em flagrante três dos quatro alvos principais, que também guardavam armamento ilegal em suas residências e agora responderão por múltiplos crimes.

No total, as equipes apreenderam 16 armas de fogo e mais de 500 munições de diversos calibres. Todo o material e os detidos foram encaminhados à delegacia para os procedimentos legais.

Investigação e proteção

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo Criminal da Comarca de Marabá. Segundo a polícia, o planejamento da operação coincidiu com o Maio Laranja, período de conscientização nacional sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

O caso começou a ser desenhado após denúncias do Conselho Tutelar de Bom Jesus do Tocantins. "À medida que conversamos com as primeiras vítimas, foi possível identificar outras crianças e adolescentes", explicou o delegado Lucas Luz, diretor da unidade policial do município e responsável pelo inquérito.

📷 Armas de fogo e centenas de munições de diversos calibres apreendidas pelos policiais civis durante as buscas em residências de investigados. |Reprodução

Até o momento, as autoridades confirmaram o envolvimento de pelo menos 12 vítimas. "Todas passaram por escuta especializada e atendimento multidisciplinar, que são muito importantes para vítimas deste tipo de crime que deixa tantas marcas", ressaltou Luz. O acompanhamento psicossocial e especializado foi garantido pela rede de apoio do Estado.

A Polícia Civil reforça que qualquer denúncia de violência contra menores pode ser feita anonimamente pelo Disque-Denúncia (181) ou pelo WhatsApp (91) 3210-0181, com a assistente virtual "Iara", onde é permitido o envio de fotos, vídeos e localizações sem a necessidade de identificação do denunciante.

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