A Defensoria Pública do Estado do Pará confirmou a realização da campanha anual "Meu Pai Tem Nome" para o dia 8 de agosto de 2026. Em entrevista à Rádio Clube de Marabá, o defensor público e coordenador da Regional de Carajás, Dr. José Erickson, detalhou que o objetivo central da iniciativa nacional é incentivar e desburocratizar o reconhecimento voluntário de paternidade, combatendo o índice de crianças registradas apenas em nome das mães.

Para os casos em que houver dúvida sobre a filiação, a instituição disponibilizará equipes médicas para a coleta de material genético e exames de DNA gratuitos. O agendamento prévio e a consulta sobre a documentação necessária devem ser feitos na sede da Defensoria, localizada na Rodovia Transamazônica.

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Vagas para outras demandas de família

Além do foco em paternidade, a ação disponibilizou 100 vagas exclusivas para o atendimento de outras demandas ligadas à área de Família e Registros Públicos. O coordenador informou que a procura superou metade das vagas disponíveis nos primeiros dias.

• Retomada dos agendamentos: As marcações remanescentes para essas vagas gerais de família serão retomadas na próxima segunda-feira.

• Demanda regular: A Defensoria reforça que, mesmo com a alta procura natural pelos serviços diários, o mutirão busca dar vazão a processos acumulados.

Alerta de segurança: o golpe do "Falso Advogado"

Durante a entrevista, o Dr. José Erickson emitiu um alerta urgente sobre o crescimento de fraudes aplicadas por criminosos virtuais contra usuários do sistema de Justiça. Golpistas utilizam dados reais vazados de processos da internet (como nomes, CPFs e telefones) para se passar por defensores, advogados ou promotores via mensagens e ligações.

"A Defensoria Pública não cobra por nenhum de seus serviços, nem pela orientação, petição ou pelo resultado do processo. Nós nunca entraremos em contato para dizer que uma causa foi ganha e que o cidadão precisa pagar alguma taxa para liberar o dinheiro", enfatizou o coordenador.

O defensor explicou que os criminosos operam à distância, o que dificulta o rastreamento, e usam o argumento de falsas taxas judiciais para extrair depósitos PIX das vítimas. A orientação institucional para quem receber esse tipo de abordagem é clara: não realizar pagamentos, interromper o contato, bloquear o número e registrar boletim de ocorrência junto à Polícia Civil.

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