O futebol do interior do Pará escreve, a partir desta semana, um dos capítulos mais importantes de sua história recente. Pela primeira vez, o Águia de Marabá disputará a Copa São Paulo de Futebol Júnior, a maior e mais tradicional vitrine do futebol de base do país. O clube, que já consolidou sua força no cenário profissional, agora leva para o solo paulista a garra e o talento de jovens que sonham em conquistar o Brasil.

A participação inédita é fruto de um planejamento estratégico da diretoria, que elegeu a categoria de base como prioridade. O presidente Ferreirinha, entusiasta da formação de novos talentos, e o vice-presidente Pedrinho Corrêa foram os pilares desse investimento, garantindo suporte logístico e estrutural para que os "garotos do Ninho" pudessem competir em alto nível.

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DNA de Águia no comando técnico

Para liderar o grupo em São Paulo, o clube conta com uma liderança que conhece a identidade do Azulão como poucos. O treinador Ronantyezzer, que já defendeu as cores do Águia dentro das quatro linhas como jogador, agora comanda a equipe à beira do gramado. Sua trajetória pessoal com o clube serve de inspiração para os atletas, unindo conhecimento técnico à paixão pela camisa.

A preparação física, aspecto crucial para enfrentar o intenso calendário da Copinha, ficou sob a responsabilidade de Reniê. O profissional passou por um rigoroso processo de qualificação para assumir o cargo, entregando um elenco resiliente e preparado para o desafio físico que o torneio exige.

Símbolo de resistência do interior

Reconhecido como o principal clube do interior paraense, o Águia de Marabá não leva apenas uma equipe de futebol para São Paulo, mas sim a identidade de uma região. Longe dos grandes eixos financeiros do esporte, o clube se destaca pela resistência e pela capacidade de revelar talentos na Amazônia.

O embarque da delegação marca o início de uma jornada onde a humildade do trabalho diário encontra a grandeza de um sonho nacional. O Águia chega à Copinha não apenas para participar, mas para mostrar que o voo do talento marabaense não conhece fronteiras.

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