O grande asteroide (152637) 1997 NC1 fará uma aproximação histórica da Terra no próximo sábado, 27 de junho de 2026. Monitoramentos da Agência Espacial Europeia (ESA) e da NASA confirmam que a rocha espacial passará a uma distância totalmente segura: cerca de 2,5 milhões de quilômetros, o que equivale a mais de 6 vezes o espaço entre a Terra e a Lua.

Apesar de não apresentar riscos, o evento atrai a atenção de astrônomos por ser a maior aproximação deste objeto específico em quatro séculos, tornando-se uma oportunidade rara para estudos científicos sobre a composição de corpos celestes.

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Dimensões e velocidade do objeto

Os dados coletados pelos sistemas de monitoramento orbital revelam números expressivos sobre o visitante espacial:

• Tamanho estimado: O diâmetro do asteroide varia entre 750 e 1.650 metros, cálculo baseado no reflexo da luz solar na superfície da rocha.

• Velocidade: O corpo celeste se desloca no vácuo a impressionantes 8,9 quilômetros por segundo (cerca de 32.000 km/h).

Como acompanhar a passagem no Brasil

O momento de máxima proximidade com o planeta ocorrerá às 08h14 (horário de Brasília). Por acontecer durante a manhã, a luz do dia impede que telescópios em território nacional façam registros diretos no céu.

Por conta disso, órgãos como o Centro de Ciências e Planetário do Pará, em Belém, não realizarão atividades presenciais. Quem quiser acompanhar a trajetória terá duas alternativas principais:

• Transmissão ao vivo: O projeto internacional The Virtual Telescope Project, na Itália, transmitirá o monitoramento em tempo real pelo YouTube durante a noite europeia.

• Simulador virtual: O público pode rastrear o deslocamento exato do objeto a cada segundo por meio do simulador orbital em 3D do CNEOS, mantido pela NASA.

Para astrônomos amadores no Hemisfério Sul, a janela para tentar observar o asteroide com binóculos ou pequenos telescópios particulares se abrirá nas noites seguintes ao evento, embora o brilho da Lua cheia no período possa dificultar a visualização.

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