O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, fechou o mês de março de 2026 com alta de 0,88%. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE, mostram que todos os nove grupos pesquisados registraram elevação, com destaque para o setor de transportes e o de alimentação.

No acumulado do ano, a inflação já soma 1,92%. O resultado de março foi fortemente impactado pela alta dos combustíveis, que encareceram o frete e refletiram diretamente no preço dos alimentos nas prateleiras.

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Os principais vilões do mês

Dois grupos foram responsáveis por 76% do índice total de março:

1. Transportes (1,64%): O grande impacto veio da gasolina, que subiu 4,59%. No entanto, a maior alta percentual do grupo foi do diesel, com um salto de 13,90%.

2. Alimentação e Bebidas (1,56%): A alimentação no domicílio acelerou bruscamente (1,94%). Os itens que mais pesaram no bolso do consumidor foram:

  1. o Tomate (20,31%)
  2. o Cebola (17,25%)
  3. o Batata-inglesa (12,17%)
  4. o Leite longa vida (11,74%)

Análise do Especialista

Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, a aceleração nos alimentos é a maior desde abril de 2022. "Combinamos efeitos de redução de oferta de alguns produtos com a alta do frete, em decorrência dos combustíveis mais caros", explicou.

Apenas alguns itens registraram queda em março, como a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%), mas não foram suficientes para frear a tendência de alta do índice geral.

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