A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou, nesta quarta-feira (13), a votação do recurso apresentado pela Química Amparo, fabricante da marca Ypê. A empresa tenta reverter a suspensão da fabricação, venda e uso de lotes específicos de detergentes, desinfetantes e sabões líquidos. O item deve retornar à pauta na próxima sexta-feira (15).

O adiamento ocorre enquanto a Anvisa e a Ypê realizam reuniões técnicas para mitigar riscos sanitários. Segundo o diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, a empresa deve apresentar medidas corretivas para as 76 irregularidades detectadas em fiscalização realizada em abril na unidade de Amparo (SP). Entre os problemas mais graves está a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes.

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Riscos à Saúde e Lotes Afetados

A Anvisa mantém o alerta máximo para que os consumidores não utilizem produtos cujos lotes terminem com o número 1. A bactéria identificada é resistente a antibióticos e representa um risco severo para pessoas imunocomprometidas, podendo causar infecções urinárias e respiratórias graves.

A lista de produtos sob suspeita inclui as linhas:

• Lava-louças: Clear Care, Toque Suave, Green e com enzimas ativas.

• Lava-roupas líquido: Tixan (diversas versões como Antibac, Coco e Baunilha, e Combate Mau Odor) e Ypê (Express, Power ACT e Premium).

• Desinfetantes: Bak Ypê, Pinho Ypê e linha Atol.

Posicionamento da Empresa

Em nota, a Ypê afirmou estar colaborando com as autoridades e apresentando laudos técnicos e planos de ação para garantir a segurança de seus processos fabris. A própria empresa solicitou que a suspensão da comercialização seja mantida até que todas as medidas de correção e análise de risco sejam concluídas, reafirmando seu compromisso com as recomendações da vigilância sanitária.

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