Cláudia Hoeckler pegou 20 anos de prisão por dopar, asfixiar e esconder o corpo do marido em Santa Catarina.

A condenação da professora Cláudia Fernanda Tavares Hoeckler a 20 anos e 24 dias de prisão voltou a gerar forte repercussão nas redes sociais. A ré foi considerada culpada por matar o próprio marido, o caminhoneiro Valdemir Hoeckler, de 52 anos, e esconder o cadáver dentro do freezer da residência do casal. O crime ocorreu no município de Lacerdópolis, no Meio-Oeste de Santa Catarina.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Santa Catarina, a mulher dopou a vítima colocando medicamentos de uso habitual em sua bebida durante uma discussão provocada pelo fato de o marido tentar impedi-la de ir a uma confraternização.

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Com a vítima adormecida, Cláudia amarrou seus pés e mãos e colocou uma sacola plástica em sua cabeça, provocando a morte por asfixia. Na sequência, colocou o corpo no congelador sob mantimentos e foi ao encontro com amigas, acionando as autoridades no dia seguinte para comunicar um falso desaparecimento.

A mobilização para tentar localizar o caminhoneiro durou cinco dias e envolveu policiais, bombeiros, familiares e voluntários. Durante as buscas, a acusada chegou a enviar mensagens de áudio para o celular do falecido na tentativa de construir um álibi. As suspeitas começaram a se afunilar quando um amigo da família notou um volume atípico no freezer da casa. O corpo foi localizado em 19 de novembro de 2022, congelado e amarrado.

Durante o julgamento na Comarca de Capinzal, a defesa alegou que a professora era vítima de relacionamento abusivo e violência doméstica. No entanto, a tese de legítima defesa foi contestada pela acusação e rejeitada pelo júri popular. Após um julgamento que se estendeu por mais de 25 horas, Cláudia foi condenada por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica, cumprindo a pena em regime inicial fechado sem o direito de recorrer em liberdade.

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