Carta reúne 10 propostas para combater o mercado ilegal, que causou prejuízo estimado em R$ 470 bilhões no Brasil em 2025.

Um grupo composto por 41 entidades, empresas e instituições apresentou uma carta com 10 propostas para fortalecer o combate ao comércio ilegal no Brasil. O manifesto é fruto do Movimento Brasil Legal, idealizado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria (FPI), e foi entregue aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de presidenciáveis.

O objetivo do documento é instituir uma política pública permanente contra o contrabando, a falsificação e a pirataria, reduzindo os impactos econômicos e os riscos à segurança pública. Segundo dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), o mercado ilegal gerou perdas superiores a R$ 470 bilhões no país em 2025.

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Principais eixos do manifesto

As 10 diretrizes propostas pelo setor produtivo visam fechar o cerco contra organizações criminosas e equilibrar a concorrência no mercado nacional:

• E-commerce internacional: Isonomia tributária, fiscal e regulatória para produtos importados comercializados no país.

• Plataformas digitais: Rigor na verificação de vendedores, agilidade na remoção de anúncios irregulares e rastreamento de reincidentes.

• Penalidades e fiscalização: Endurecimento das punições para crimes de falsificação e reforço orçamentário para agências reguladoras e forças de segurança.

• Fronteiras e inteligência: Investimento em tecnologia em portos, aeroportos e divisas terrestres para barrar rotas de contrabando.

• Asfixia financeira: Atuação conjunta com órgãos de inteligência para bloqueio de contas e confisco de bens de grupos criminosos.

• Controle de insumos: Fiscalização sobre matérias-primas e centros de distribuição que abastecem fábricas clandestinas.

• Propriedade Intelectual: Aparelhamento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para acelerar a concessão de marcas e patentes.

• Combate ao Piratebox: Mudanças legais para agilizar o bloqueio de sites, aplicativos e transmissões ilegais na internet.

• Conscientização: Realização de campanhas públicas para alertar os consumidores sobre os riscos de produtos piratas.

Entre os signatários do manifesto estão a Receita Federal, o Mercado Livre, a Amcham Brasil, a Interfarma e federações das indústrias, cobrindo setores como combustíveis, medicamentos, tecnologia, vestuário e bebidas.

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