Exemplo de tela de checkout em loja virtual exibindo QR Code do Pix, ponto focal de adulteração do novo vírus Magecart.

Uma nova ameaça cibernética acendeu o sinal de alerta para consumidores e e-commerces no Brasil. Um vírus capaz de adulterar o QR Code e o código "Pix Copia e Cola" na etapa de fechamento da compra foi identificado em pelo menos 90 sites de comércio eletrônico de pequeno e médio porte.

O ataque ocorre de forma silenciosa diretamente no navegador do cliente, desviando transferências para contas de criminosos sem deixar vestígios visuais na tela.

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A vulnerabilidade afeta principalmente plataformas mantidas na estrutura Magento. Segundo analistas de segurança da Kaspersky, os hackers invadem o painel do e-commerce e injetam um script malicioso.

Quando o consumidor clica para pagar via Pix, o código intercepta a solicitação e gera uma chave de pagamento com o CNPJ ou CPF de interpostas pessoas ("laranjas"), mantendo o valor original do pedido para não levantar suspeitas.

📷 Saiba como se proteger do malware que altera o Pix em lojas virtuais, aprenda a checar o destinatário e veja como acionar o estorno do MED. |Marciobnws/Shutterstock

Por não alterar o visual da página da loja, o golpe costuma ser notado apenas dias depois, quando o comprador cobra o envio da mercadoria e o lojista informa que a transação consta como pendente.

Como evitar e reagir à fraude

Para não cair no golpe, especialistas e instituições financeiras recomendam cuidados simples de conferência:

  • Valide o recebedor: Antes de digitar a senha ou биоmetria no app do banco, confirme se o nome do beneficiário e o CNPJ correspondem exatamente aos dados oficiais da loja.
  • Transparência do lojista: Comerciantes devem exibir o CNPJ oficial e o nome social na tela do checkout para incentivar a checagem do cliente.
  • Uso do MED: Em caso de fraude, a vítima deve acessar imediatamente o aplicativo do banco e acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) na aba do Pix para solicitar o bloqueio cautelar do valor.
  • Atualização de sistemas: Lojistas devem aplicar patches de segurança nas plataformas e adotar autenticação em dois fatores (2FA).

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