Há exatos 40 anos, os Estados Unidos viviam um dos capítulos mais sombrios de sua história tecnológica. O que deveria ser um marco para a educação mundial — com a presença da professora Christa McAuliffe a bordo — transformou-se em tragédia 73 segundos após o lançamento em Cabo Canaveral.

A missão STS-51-L do Ônibus Espacial Challenger, o terceiro de seis orbitadores construídos pela NASA (como eram chamados) desintegrou-se diante de milhões de espectadores, incluindo crianças que acompanhavam a transmissão em salas de aula.

Além de McAuliffe, a tripulação era composta por Francis Scobee, Michael Smith, Ellison Onizuka, Judith Resnik, Ronald McNair e Gregory Jarvis.

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O grupo simbolizava a diversidade da sociedade americana e tinha como objetivos técnicos o lançamento de satélites e a observação do cometa Halley que estava passando perto da Terra naquele ano.

Falhas técnicas e de comunicação

As investigações da Comissão Rogers revelaram que o desastre foi causado pela falha em um anel de vedação (O-ring) de um dos foguetes auxiliares.

O material de borracha não resistiu ao frio intenso registrado na Flórida naquela manhã, permitindo o escape de gases quentes que atingiram o tanque principal.

📷 A tripulação da missão STS-51-L: da esquerda para a direita: Ellison Onizuka, Michael Smith, Christa McAuliffe, Francis Scobee, Gregory Jarvis, Ronald McNair e Judith Resnik. |Reprodução

O relatório final expôs ainda um erro crítico de gestão: engenheiros haviam alertado sobre os riscos das baixas temperaturas, mas as preocupações foram ignoradas pela hierarquia da agência.

O legado da segurança

O impacto do acidente paralisou o programa espacial por quase três anos e forçou uma reestruturação profunda nos protocolos de segurança e na comunicação interna da NASA.

Confira no vídeo abaixo o momento da explosão do ônibus espacial Challenger:

Atualmente, a agência realiza anualmente o "Dia da Lembrança" para homenagear as vítimas da Challenger e das missões Apollo 1 e Columbia. A cerimônia no Centro Espacial Kennedy reforça que o aprendizado com os erros do passado é o que permite a continuidade da exploração do cosmos com maior responsabilidade.

Documentário na Netflix

A Netflix produziu um documentário que conta em detalhes os fatos que resultaram na explosão do Challenger naquele dia frio de 28 de janeiro de 1986. Produzido pelo cineasta JJ Abrams, a produção examina os eventos da nave espacial Challenger em 1986, que tragicamente explodiu 73 segundos depois do lançamento conforme milhões de estadunidenses assistiam ao vivo.

Incorporando entrevistas nunca antes vistas e raros arquivos midiáticos, a série oferece uma perspectiva profunda sobre uma das equipes mais diversas da NASA, incluindo a professora Christa McAuliffe, que foi a primeira cidadã privada a ser selecionada para ir ao espaço.

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