Um levantamento alarmante divulgado pela Apeoesp nesta terça-feira (5) expõe a grave crise de saúde pública que atinge os servidores estaduais de São Paulo. De acordo com os dados, o adoecimento mental tornou-se uma regra, e não uma exceção, na rotina de quem atua nas escolas e hospitais do estado.

Na Educação, impressionantes 97,6% dos profissionais relatam sofrimento emocional diretamente ligado à atividade profissional. O setor da Saúde apresenta um cenário igualmente preocupante, com 81,1% dos trabalhadores manifestando sintomas psicossomáticos decorrentes da pressão e das condições laborais.

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Os distúrbios mais comuns relatados pelos servidores incluem ansiedade generalizada, síndrome do pânico e depressão, levando a um índice significativo de afastamentos médicos, que chega a quase 25% na Educação.

Além do impacto psicológico, a saúde física também está severamente comprometida: queixas de dores crônicas, hérnias e lesões por esforço repetitivo (LER/DORT) afetam a maioria dos entrevistados. Especialistas e sindicatos alertam que o desgaste acumulado e a precarização das estruturas de trabalho estão gerando um colapso no bem-estar dos funcionários, exigindo medidas urgentes de intervenção e suporte psicossocial para evitar o esvaziamento das redes estaduais de ensino e saúde.

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