Neste domingo (14), o Pará celebra o Dia Estadual da Mineração, data que marca o início das pesquisas minerais em Carajás em 1967. O estado chega à data consolidado como o segundo maior polo de mineração do Brasil, sendo responsável por mais de um terço do faturamento nacional do setor.

Força no Faturamento

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) referentes ao terceiro trimestre de 2025, o desempenho paraense é estratégico para a balança comercial brasileira:

• Participação Nacional: O Pará detém 34,5% da receita nacional, atrás apenas de Minas Gerais (39,9%);

• Faturamento Setorial: O setor mineral brasileiro movimentou R$ 298,8 bilhões em 2025, um crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior;

• Minério de Ferro: Segue como o principal produto, somando R$ 157,2 bilhões (52,6% do total nacional).

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Motor de Empregos no Sudeste

A mineração e suas cadeias produtivas impulsionaram o saldo de empregos formais no Pará em 2025. O Sudeste paraense lidera o ranking de contratações:

  • 1. Parauapebas: 3.826 novos postos de trabalho;
  • 2. Marabá: 2.954 empregos formais;
  • 3. Canaã dos Carajás: 1.829 novas vagas.

Segundo o secretário Paulo Bengtson (Sedeme), a atividade mineral é decisiva por movimentar uma vasta cadeia de serviços e insumos, garantindo renda para diversas regiões de integração.

Regulação e Cadastro

O governo estadual também reforçou a fiscalização por meio do Cadastro Estadual de Controle (CERM). Até outubro de 2025, o estado registrou 47 novos cadastros de mineradores em diversas regiões, incluindo Tapajós, Rio Capim e Araguaia. Desde a criação do registro em 2012, o Pará já soma 765 cadastros ativos de pessoas físicas e jurídicas autorizadas para a exploração mineral.

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