O Pará registra um avanço histórico na educação inclusiva. Desde a implantação da Política Estadual dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em 2020, o número de matrículas de alunos autistas na rede estadual cresceu 231%. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o total de estudantes saltou de 1.611 para 5.345 em 2025.

O crescimento é reflexo de políticas que facilitam o diagnóstico precoce e o acesso ao laudo médico. Para sustentar esse aumento, o Estado investiu na qualificação: até março de 2026, mais de 7,5 mil profissionais, entre professores e corpo técnico, passaram por capacitações especializadas.

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Centros de Atendimento e Suporte

Os Centros de Atendimento Educacional Especializado (Caees) têm sido fundamentais nesse processo. No Caee de Belém, por exemplo, 150 dos 290 alunos atendidos possuem TEA. O trabalho inclui:

  1. • Avaliações Individualizadas: Foco nas necessidades específicas de cada estudante.
  2. • Atividades Psicomotoras: Estímulos para autonomia, modulação sensorial e alfabetização.
  3. • Apoio Familiar: Oficinas e suporte para os responsáveis, garantindo um acolhimento integral.

Histórias de Sucesso

O impacto positivo chega diretamente às famílias. Lucélia Santos, mãe de Anderson (9) e Wanderson (14), celebra a evolução dos filhos. Wanderson, que é autista, teve um desenho de sua autoria, um girassol representando as deficiências, escolhido para estampar a camisa dos profissionais do centro. "Ele desenvolveu melhor postura, mais autonomia e novas habilidades", relatou a mãe.

Para a coordenadora de Educação Especial da Seduc, Denise Corrêa, a missão permanece clara: "Assegurar que esses alunos sejam acolhidos, respeitados e tenham acesso ao ensino de acordo com suas especificidades e potencialidades".

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