Após uma discussão, a policial militar Rhaillayne de Oliveira de Mello, do 7º BPM (São Gonçalo), fez vários disparos de arma de fogo contra a própria irmã, que morreu na hora. O crime ocorreu no início da manhã deste sábado (2), no bairro Porto Velho, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio.

Coube ao marido da agente, que também é policial, dar voz de prisão a ela. A PM foi levada para a 73ª DP (Neves) e foi encaminhada para a Delegacia de Homicídios de Niterói.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 8h e a briga aconteceu em um posto de gasolina da região. A perícia da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil e da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo vão investigar o caso.

"De acordo com a Delegacia de Homicídios Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), a policial militar que realizou os disparos foi detida em flagrante por um PM e encaminhada à delegacia. Ela foi autuada pelo crime de homicídio. Diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do fato", diz a nota enviada pela Polícia Civil.

O pai da vítima esteve no local, mas, abalado, preferiu não falar com a imprensa. Segundo apuração feita pela reportagem, as irmãs começaram a discutir quando saíram de uma festa, enquanto estavam em um carro de aplicativo. No posto, elas se separaram. Rhaillayne voltou depois, armada e matou a irmã.

‘Quero ela de volta’, dizia policial militar durante depoimento

Ao prestar depoimento na Delegacia de Homicídios de Niterói na tarde deste sábado (2), foi possível ouvir gritos de Rhaillayne dizendo “quero a minha irmã de volta”. Familiares aguardam o término do depoimento da PM do lado de fora da DH, e preferem não dar entrevistas.

A Corregedoria da PM também está na Delegacia de Homicídios, onde outras testemunhas também teriam prestado depoimento e foram liberadas.

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Feminicídio?

Segundo o Código Penal Brasileiro, o feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher pelo fato de ela ser uma figura feminina, ou nos casos de violência doméstica. Fatores como misoginia, menosprezo pela condição feminina, discriminação de gênero e violência sexual são os principais indícios do crime. A lei do feminicídio (lei 13.104/15) não enquadra, porém, o crime a qualquer assassinato de mulheres.

A policial militar Rhaillayne Oliveira de Mello, do 7º BPM, que foi acusada de homicídio por matar a própria irmã a tiros. Foto: Reprodução

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