O ex-prefeito de Tucuruí, Artur de Jesus Brito, será julgado pelo Tribunal do Júri pelo assassinato de seu antecessor, Jones William da Silva Galvão, ocorrido em julho de 2017. A decisão de pronúncia foi assinada nesta segunda-feira (6) pelo juiz Cláudio Sanzonowicz Júnior, da Vara Criminal de Tucuruí, acolhendo a denúncia do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA).
Indícios de crime mercenário e disputa política
Jones William, que era o prefeito em exercício, foi executado a tiros em plena luz do dia, no dia 25 de julho de 2017, enquanto realizava a vistoria de obras públicas no município. De acordo com os autos, o crime teria sido praticado pelos pistoleiros Bruno Marcos de Oliveira e Deivid da Conceição Veloso. Na época, Artur Brito ocupava o cargo de vice-prefeito e assumiu o comando do município após o homicídio.
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Na fundamentação da sentença, o magistrado destacou que depoimentos de testemunhas sem vínculos com os envolvidos apontam de forma convergente para a participação de Brito. Os relatos indicam que a execução foi encomendada mediante pagamento em dinheiro, o que configura a qualificadora de homicídio mercenário (motivo torpe), impulsionado por uma severa disputa política e financeira pelo controle da máquina pública municipal.
Seis investigados são impronunciados
Apesar de mandar o ex-prefeito a júri popular, a decisão judicial impronunciou outros seis investigados no processo: Osenilde Silva Brito, Wilson Wischansky, Flávio Rodrigues Porto, Marlon Frank Possebon, Lucas Michael Silva Brito e Paulo Ricardo Rodrigues Vieira. No entendimento do juiz, não foram reunidas provas materiais suficientes ou indícios mínimos de autoria que justificassem levá-los a julgamento pelo conselho de sentença.
O magistrado ressaltou que a pronúncia não equivale a uma condenação antecipada, mas sim ao reconhecimento de que há indícios bastantes para submeter o caso ao crivo dos jurados. Caberá agora ao Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, após os debates entre a acusação promovida pelo Ministério Público e os argumentos da defesa de Artur Brito, decidir se o réu é culpado ou inocente.
