Ação da Polícia Civil ocorreu pacificamente dentro da barbearia de Nilson Martins Borges, na região central de Água Azul do Norte (PA).

A fuga que durou quase uma década chegou ao fim nesta quinta-feira (23), no Sul do Pará. A Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão contra Nilson Martins Borges, condenado pelo assassinato do próprio irmão, Gilson Martins Borges.

O crime, ocorrido em outubro de 2016 no município de Pontalina, no estado de Goiás, foi motivado por um grave histórico de rixas familiares. Desde a época do homicídio, o autor do disparo estava foragido da Justiça goiana e havia reconstruído sua rotina a mais de mil quilômetros de distância do local do crime, acreditando estar livre das consequências penais.

A captura de Nilson aconteceu na cidade de Água Azul do Norte, de forma pacífica, no próprio local de trabalho do foragido. Agentes da Delegacia de Polícia Civil realizaram diligências e o localizaram em sua barbearia, um estabelecimento comercial situado na Rua Goiás, bem em frente ao Mercado Central do município paraense.

Veja também:

No momento exato da abordagem, os policiais o informaram sobre a validade da ordem judicial expedida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, deram voz de prisão e encerraram um ciclo de evasão que já se arrastava por quase dez anos ininterruptos.

O histórico de violência entre os dois irmãos era antigo e já havia sido mapeado pelas autoridades investigativas. Segundo os levantamentos documentados pela Polícia Civil de Goiás à época dos fatos, Nilson já havia tentado tirar a vida de Gilson três anos antes de o assassinato se concretizar.

O estopim para o desfecho trágico, ocorrido em um posto de combustíveis no dia 15 de outubro de 2016, foi uma forte discussão familiar que envolveu não apenas a vítima fatal, mas também a mãe dos irmãos, uma irmã e um cunhado. A briga acalorada culminou em cinco disparos de arma de fogo efetuados contra Gilson, que não resistiu aos graves ferimentos.

Com o cumprimento do mandado de prisão, Nilson foi imediatamente encaminhado para as providências legais cabíveis na delegacia local de Água Azul do Norte. Agora, ele permanecerá detido em solo paraense e ficará à total disposição do Poder Judiciário, aguardando os trâmites necessários.

A expectativa é de que o condenado seja transferido posteriormente para o sistema prisional, onde finalmente cumprirá a pena restritiva de liberdade determinada pela Justiça em decorrência do crime de homicídio.

MAIS ACESSADAS