Menino completou dois anos de idade enquanto audiência pública na Câmara Municipal debateu o andamento das investigações e medidas de vigilância.

A Câmara Municipal de Eldorado do Carajás sediou uma audiência pública para cobrar agilidade e respostas oficiais sobre o paradeiro do menino José Arthur Sousa Barros, que completou dois anos de idade no último domingo (16/8). A criança está desaparecida há quase cinco meses, desde o dia 26 de março de 2026, quando sumiu na Vila Peruana, localização situada na área rural do município, próximo ao Assentamento Lourival Santana.

O encontro reuniu familiares da criança, lideranças locais, representantes do poder público municipal e integrantes da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal. Durante a sessão, a mãe do menino, Geiciara Souza Gonçalves, declarou que mantém a esperança de reencontrar o filho e desabafou sobre a dor da ausência na data do aniversário da criança.

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Proposta de videomonitoramento e atuação do Senado

Durante o debate, a falta de infraestrutura tecnológica de vigilância no município foi apontada como um dos principais obstáculos para o avanço das apurações. O advogado da família, Elisson Araújo, apresentou uma proposta para a implementação de um sistema de câmeras de segurança em pontos estratégicos de Eldorado do Carajás para auxiliar em investigações futuras e conter a criminalidade.

A porta-voz da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Vanessa Ribeiro, informou que o órgão acompanha os desdobramentos do caso junto às forças de segurança do Pará. O objetivo do acompanhamento é mapear gargalos institucionais e propor aperfeiçoamentos na legislação federal referente à busca por pessoas desaparecidas. A Prefeitura de Eldorado do Carajás informou que segue prestando acompanhamento social e psicológico aos familiares.

Histórico das investigações

A Polícia Civil do Pará mantém o caso sob apuração ativa por meio da Delegacia de Eldorado do Carajás, com apoio da Divisão de Homicídios de Belém e da Superintendência Regional de Carajás. Ao longo dos trabalhos policiais:

• Mais de 25 pessoas foram ouvidas formalmente em depoimentos;

• Aparelhos celulares de pessoas ligadas ao convívio da família foram apreendidos para perícia;

• Dois homens — Roserlândio Castro de Almeida e Evandro Firmino da Silva —, amigos da família e frequentadores da residência, chegaram a ser presos temporariamente em abril;

• Ambos os suspeitos foram colocados em liberdade no mês de junho após o vencimento do prazo legal da prisão temporária.

A Polícia Civil reforça que qualquer informação que ajude a localizar o paradeiro de José Arthur pode ser repassada anonimamente por meio do Disque Denúncia, pelo número 181.

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