Nem a forte chuva que caiu sobre Belém no último sábado (30) foi capaz de afastar os fãs do grupo Menos é Mais. Com capas de chuva, disposição e muita vontade de cantar, milhares de pessoas lotaram o Mangueirão para acompanhar a turnê “Churrasquinho Menos é Mais”, em uma noite marcada por emoção, memórias afetivas e pagode do começo ao fim.
Com ingressos esgotados, palco 360º e mais de quatro horas de apresentação, o grupo mostrou sintonia com o público paraense, que cantou em coro sucessos sobre amor, saudade e recomeços. Da grade do palco aos corredores do estádio, havia quem esperasse desde cedo pelo reencontro com a banda e quem transformasse o show em um momento especial de celebração e lembrança.
Quando o grupo subiu ao palco, ainda no final da tarde, o temporal não impediu a animação. Bem-humorados, os integrantes cumprimentaram o público e deram início a um repertório recheado de hits que marcaram fases da vida de muitos fãs.
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A fã Alessandra Machado foi uma das primeiras a chegar ao estádio. Admiradora do grupo há anos, ela enfrentou horas de espera para garantir um lugar próximo ao palco. “Sou fã há muito tempo. Cheguei aqui às 18h. Comprei o ingresso em março. Estou aqui com meus amigos”, contou.
Já para Marcielly Ribeiro, o show teve um significado ainda mais especial, além de acompanhar a apresentação, ela comemorava o aniversário ao lado da namorada. “Estou gostando muito. Cheguei agora, tô comemorando aniversário hoje e a expectativa é a melhor possível, até o final”, disse.
Mas, para alguns fãs, o reencontro com o Menos é Mais foi também uma forma de revisitar lembranças. A música do grupo carrega histórias, afetos e memórias, como no caso de Izabel Saraiva, que foi ao show movida pela saudade.
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“Meu falecido marido era pagodeiro, então ele sempre cantava as músicas deles. A gente curtia junto, ia para shows enquanto ele estava vivo. Hoje eu vim matar essa saudade, curtindo eles e lembrando do passado também”, relembrou emocionada.
Segundo Isabel, várias músicas do grupo marcaram momentos importantes da relação. Mesmo chegando mais tarde ao evento por conta da chuva, ela aprovou a experiência. “Tá absolutamente um espetáculo, muito lindo. A gente espera que eles venham com mais frequência para Belém”, afirmou.
ALEGRIA E DINHEIRO NO BOLSO
Enquanto milhares de pessoas cantavam os sucessos do grupo, ambulantes também aproveitavam a movimentação para garantir renda extra durante o evento. A autônoma Amanda Gabrielly Galego, acostumada a trabalhar em shows, precisou adaptar as vendas por causa do tempo instável.
“A chuva atrapalhou um pouquinho as vendas, mas quando chove a capa sai bastante. Vendi muito, graças a Deus. Trouxe mercadoria para fazer um dinheiro a mais pra casa”, contou a ambulante, que vendia capas de chuva, balas, bombons e outros produtos no estádio.
Nos arredores do Mangueirão, o cheiro de churrasco também ajudava a compor o clima do evento. Há sete anos trabalhando em shows, partidas de futebol e grandes eventos, a vendedora Elessandra Rocha comemorou o movimento.
“Saiu bastante, sim, graças a Deus. No fim do show é quando melhora mais ainda”, disse ela, enquanto preparava os churrasquinhos servidos com farofa, farinha, pimenta e limão.
Mesmo debaixo de chuva, muita gente ficou até o fim no Mangueirão. Entre um refrão e outro, fãs cantaram alto, relembraram histórias e aproveitaram cada momento do show. Para quem esperou meses, chegou cedo ou enfrentou o temporal para garantir um lugar perto do palco, a noite terminou com a sensação de dever cumprido.
