O voo seguro da velha Águia

Contra a maioria das previsões, inclusive a deste escriba, a Tuna superou o Novorizontino e passou pela primeira vez à segunda fase da Copa do Brasil. O jogo foi equilibrado e difícil, mas no fim das contas prevaleceu a gana do time cruzmaltino, que aproveitou a primeira oportunidade para estabelecer a vantagem, mantida a ferro e fogo até o fim do confronto.

Sob o sol escaldante do inverno paraense, no estádio Evandro Almeida, a Tuna entrou como se não houvesse amanhã, afinal R$ 750 mil estavam em jogo. Consciente da qualidade do visitante, procurou se resguardar defensivamente contra as primeiras pontadas do adversário.

Aos 12 minutos, logo na primeira tentativa mais aguda, a Tuna achou o caminho das redes, com o zagueiro Lucão. Após cobrança de escanteio, ele subiu livre para desviar de cabeça. O jogo então ficou bem intenso, com o Tigre em busca do empate enquanto a Lusa se fechava e tentava sair em contra-ataque.

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O time de Emerson Almeida ainda desfrutou de outra grande oportunidade com Luan, mas o destaque ficou com a segurança defensiva, Lucão à frente. O Novorizontino ficava com a bola, cercava a grande área, mas não acertava nas finalizações.

Para o segundo tempo, o Novorizontino voltou mais animado a pressionar, mas repetia o mesmo equívoco: bola de pé em pé, sem pressa e raros chutes a gol. Quando tentou alguma coisa esbarrava em Vítor Lube, novamente aparecendo muito bem.

Apesar da vantagem no placar, a Tuna acertadamente não desistiu do ataque. Com isso, manteve o visitante preocupado com a defesa. É verdade que Paulo Rangel não contribuía com tentativas canhestras de fintas na hora errada. Ainda assim, quase Jayme e Edinaldo conseguiram ampliar o marcador nos 15 minutos finais.

No Tigre, o melhor momento foi aos 23’ quando Chrigor entrou na área, mas foi travado na hora H pelo seguro Lucão, melhor homem em campo. Aos 30’, foi a vez de Pulga receber livre em contragolpe puxado pela esquerda. Invadiu a área, mas o goleiro Giovanni impediu o gol.

Léo Baiano ainda foi expulso por xingar o árbitro e o Novorizontino ficou cruzando bolas até o apito final. Podia permanecer por horas que a bola não entraria, tal a segurança do sistema defensivo tunante.

Em ritmo de treino, Papão confirma favoritismo em Macapá

Como estava previsto, o PSC foi a Macapá apenas para carimbar a classificação à próxima etapa da Copa do Brasil. Contra um adversário que ainda não tinha feito um jogo oficial na temporada, o time de Márcio Fernandes mostrou-se à vontade para meter um 3 a 0 sem contestações.

E olha que o Papão não tinha a qualidade do passe de Ricardinho para facilitar as tramas ofensivas. Mesmo assim, começou ofensivo e tentando chegar ao gol. A luta maior era contra as condições do campo do Zerão.

A baixa produção do time da casa não diminui os méritos do bicampeão paraense, que só vacilou nas finalizações. O excesso de erros nas tentativas de ataque acabou compensado pela eficiência nas bolas paradas.

Logo aos 2 minutos, o lateral João Paulo mandou uma bola na trave. Enquanto o time do Trem se complicava pelo abuso nas faltas, o Papão avançava e balançou as redes aos 22’. Em escanteio, o zagueiro Genilson concluiu após Bileu raspar de cabeça na pequena área.

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Por alguns minutos, o PSC se acomodou e cedeu espaços ao Trem. Mesmo insistindo em avanços pelos lados, a única jogada proveitosa foi um disparo de Aldair que levou perigo à meta alviceleste.

O time macapaense fez mudanças para tentar reagir no segundo tempo, mas a movimentação não resultou em nada. Em contrapartida, o PSC ampliou logo aos 10 minutos. O volante Mikael aproveitou cruzamento na área e entrou livre para desviar para o fundo das redes.

Para não dizer que o ataque foi a Macapá a passeio, Dioguinho, que entrou no lugar de Marcelo Toscano, também explorou bem um cruzamento nascido de troca de passes para estabelecer 3 a 0 no placar.

Com o jogo resolvido, Márcio Fernandes providenciou algumas mudanças – colocou em campo Polegar, Christian, Patrick e Henan – e a partida perdeu em qualidade, pois o PSC se descaracterizou e abandonou as ações ofensivas e tratou de administrar a tranquila vantagem.

Na próxima fase, a coisa muda de figura. O adversário será bem mais encrespado: o Papão vai enfrentar o CSA, em Maceió.

Castanhal encara o novo Vitória de Dado

Para superar o Vitória de Dado Cavalcanti, hoje à noite, na Curuzu, o Castanhal precisa se inspirar na raça da Tuna de Emerson Almeida. Terá que fazer seu melhor jogo numa temporada marcada por muita instabilidade. A entrada em cena de Robson Melo melhorou a pegada, mas o time continua com sérios problemas de criação e timidez ofensiva.

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Com muitos problemas no Estadual, onde segue ameaçado de desclassificação, o Castanhal depende de um jogo mais afirmativo e coletivamente perfeito para superar o adversário baiano, que tem a vantagem do empate.

Ex-comandante do PSC, Dado conhece o futebol paraense e tenta dar pegada competitiva ao Vitória. Rebaixado à Série C, o time passou por grandes mudanças e baseia sua força na transição ágil no meio, virtude que se torna potencialmente mais perigosa para quem deverá jogar explorando contra-ataques. 

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