Enquanto alguns candidatos atribuem a aprovação ao acompanhamento de professores, outros defendem a praticidade dos estudos online e a importância da disciplina. Quem sonha com a aprovação em um concurso público inevitavelmente se depara com uma dúvida: vale a pena investir em um cursinho preparatório ou é possível conquistar a vaga estudando sozinho?

A resposta, segundo candidatos aprovados em diferentes concursos, depende do perfil de cada estudante. Embora os métodos sejam diferentes, um fator aparece em comum nas histórias de sucesso: a disciplina.

Matheus Leonne, aprovado no concurso da Polícia Militar do Pará (PM-PA) e que atualmente segue se preparando para os concursos de Oficial da PM e Delegado da Polícia Civil, acredita que o cursinho foi fundamental para sua aprovação.

Segundo ele, a principal vantagem está na organização do conteúdo e no direcionamento oferecido pelos professores. “O cursinho consegue trabalhar todo o edital do concurso, além de repassar o conteúdo e fixá-lo por meio de questões específicas”, afirma.

Matheus conta que sua preparação foi baseada com repetição, estudo de resumos e resolução de questões, estratégia que o ajudou a entender o perfil de cobrança da banca examinadora. Para ele, o acompanhamento dos professores fez toda a diferença. “Após a explicação do conteúdo, eram trabalhadas questões e os erros eram explicados individualmente em sala. Isso contribuiu muito para o aprendizado”, relata.

Questionado sobre a possibilidade de ter alcançado a aprovação estudando sozinho, ele é direto. “Não. A explicação e o conhecimento dos professores em determinados assuntos foram fundamentais para a assimilação dos conteúdos”, destaca.

O concurseiro também avalia que o investimento financeiro compensou. “Valeu a pena. O retorno veio com a aprovação e com o conhecimento adquirido durante a preparação”, completa.

📷 Matheus Leonne, aprovado no concurso da Polícia Militar do Pará (PM-PA) |Reprodução

Estudo online oferece praticidade e flexibilidade

Se para Matheus o contato direto com professores foi decisivo, a trajetória de Jorge Tavares mostra que a aprovação também pode ser alcançada por meio dos estudos independentes.

Com aprovações na Escola de Sargentos, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, IGEPPS, EBSERH e Câmara dos Deputados, Jorge atualmente é servidor público do IGEPPS-PA e construiu boa parte da sua preparação utilizando materiais digitais.

Ele lembra que começou a estudar em uma época em que o acesso à internet ainda era limitado e a preparação dependia basicamente de apostilas e livros físicos. “Quando os materiais online se popularizaram, tive uma resistência inicial. Depois percebi que era muito mais prático estudar por meio do celular ou tablet do que carregar livros, apostilas e cadernos”, conta.

Além da praticidade, Jorge destaca a economia de tempo e dinheiro. “Os materiais digitais me permitem estudar em qualquer lugar, sem precisar gastar com deslocamento para cursos presenciais”, explica.

Disciplina continua sendo o principal diferencial

Apesar de ter se adaptado aos estudos online, Jorge não descarta a importância dos cursos presenciais.

Segundo ele, muitos candidatos se beneficiam da convivência com professores e colegas. “Tem muitos concurseiros que precisam de um professor, um mentor, um contato humano para incentivar os estudos, ainda que de forma indireta, apenas pela presença da pessoa”, afirma.

Para o servidor público, mais importante do que escolher entre cursinho ou estudo independente é identificar qual método funciona melhor para cada pessoa. “A disciplina sempre vai ser um diferencial. Em todos os concursos que participei encontrei pessoas que estudaram de formas completamente diferentes. Algumas passaram, outras não”, observa.

Sua recomendação é que o candidato experimente diferentes estratégias até encontrar aquela que melhor se adapta à sua rotina. “Se puder testar vários métodos, teste. Mas faça isso rapidamente para descobrir qual funciona melhor para você. Depois disso, mantenha a disciplina nos estudos”, aconselha.

Afinal, cursinho vale a pena?

As experiências de Matheus Leonne e Jorge Tavares mostram que não existe uma única fórmula para a aprovação em concursos públicos.

Enquanto alguns candidatos encontram no cursinho o suporte necessário para compreender os conteúdos e manter a organização dos estudos, outros preferem a flexibilidade e a autonomia proporcionadas pelos materiais digitais.

Independentemente do caminho escolhido, ambos concordam em um ponto: a aprovação não depende apenas do investimento financeiro, mas principalmente da constância, do planejamento e da dedicação do candidato ao longo da preparação.

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