Candidatos a concursos públicos enfrentam um dilema em 2026: focar na Petrobras ou no Banco do Brasil. As duas instituições oferecem oportunidades distintas em cronograma, rotina profissional e conteúdo cobrado nas provas.

O Banco do Brasil mantém um padrão mais regular na abertura de certames. A última seleção saiu em 2023 e quase todos os aprovados em cadastro reserva foram chamados. A instituição costuma lançar novos editais a cada dois ou três anos.

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Por isso, especialistas apostam em um novo concurso no primeiro semestre de 2026.

A Petrobras segue outra lógica. A estatal trabalha com listas de aprovados extensas e só abre novas vagas quando esgota os cadastros em vigor.

Mesmo com a confirmação de um certame no planejamento da banca, a expectativa é que o edital para cargos de nível médio ou técnico saia apenas no final de 2026 ou no começo de 2027.

Rotinas profissionais contrastantes

Quem passa no Banco do Brasil atua principalmente em agências ou setores administrativos. O trabalho envolve atendimento ao público, cumprimento de metas comerciais e jornada fixa em horário comercial.

As vagas se espalham por todo o território nacional, o que aumenta a chance de lotação perto da cidade natal.

Na Petrobras, o ambiente varia conforme a função. Cargos técnicos levam a atuação em plantas industriais ou unidades operacionais. Alguns setores exigem regime de turno ou trabalho embarcado, com escalas diferenciadas.

A remuneração pode ultrapassar R$ 12 mil mensais em determinadas áreas, mas as vagas se concentram em estados específicos.

Conteúdos das provas

Os dois concursos compartilham disciplinas básicas. Língua Portuguesa e Matemática aparecem em ambos, o que permite aos candidatos iniciar a preparação sem desperdício de tempo.

O Banco do Brasil cobra temas da área bancária:

  • Atendimento ao cliente;
  • Técnicas de vendas;
  • Produtos financeiros;
  • Informática básica.

A Petrobras exige conhecimentos técnicos mais profundos, que mudam conforme a especialidade:

  • Física;
  • Mecânica;
  • Eletricidade;
  • Química;
  • Segurança do Trabalho.

Estratégia para conciliar as duas preparações

William Rabello, engenheiro mecânico aprovado em concurso público e especialista na área, afirma que é viável se preparar para ambos os certames. Porém, a condição é ter planejamento.

"O erro é tentar estudar tudo ao mesmo tempo, sem priorização. O ideal é construir uma base comum e ajustar o foco conforme o edital que sair primeiro", orienta o especialista.

Rabello alerta que dois comportamentos levam à reprovação nos dois concursos. O primeiro é esperar a publicação do edital para decidir o que estudar. O segundo é tentar conciliar todos os conteúdos ao mesmo tempo.

O especialista recomenda que os candidatos definam sua estratégia ainda neste início de ano. Essa antecipação é apontada como o diferencial para quem quer competir de forma efetiva nos certames.

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