Alba Mariah celebra 60 anos de idade e 44 anos de carreira com o especialíssimo show comemorativo “Temporal”. O Theatro da Paz recebe o espetáculo de interpretação pujante da dama da música popular paraense no próximo dia 27 de fevereiro (sexta-feira), às 20h. A direção é de Arthur Nogueira. Os convidados especiais são o maestro Paulo José Campos de Melo (piano), Thiago Amaral (clarinete), Carla Cabral (cavaquinho), Douglas Dias (percussão) e Delcley Machado e Floriano (violões). Os ingressos já estão à venda no site Ticket Fácil e na bilheteria do teatro, de terça-feira a domingo, das 9 às 17h.
A comemoração será no templo da arte que marcou a memória afetiva da artista desde a infância, quando ainda sonhava em ser cantora. O show é “Temporal” do tempo da vida de Alba, mas também da tempestade que traz a bonança. “Iançã (entidade de religião de matriz africana), regente do meu ori, representa o tempestuoso, o tempo que vem para mudar, o temporal da revolução, o movimento que vem trazer raios solares incríveis”, explica.
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A noite promete grandes surpresas em um passeio por diferentes gêneros de músicas paraense, brasileira, italiana, francesa, argentina, do popular ao erudito, para traduzir a essência de Alba Mariah. Ela será acompanhada pela banda formada por Taylan Pereira (baixo e direção musical), Antônio Abenatar (saxofone), William Jardim (guitarra), João Daibes (piano) e Tomás Vieira (bateria).
A origem
“No dia 27, estarei de volta à casa que considero um dos maiores templos da música do mundo e a mais perfeita do Brasil”, confirma a experiente artista, que morou e trabalhou como cantora na França e na Itália por muitos anos. “Albinha”, como era chamada a jovem de 16 anos que começou a cantar profissionalmente nos shows dominicais da sede social da Assembleia Paraense, em Belém, nasceu em uma “família musical” do bairro do Jurunas. A mãe era cantora afinada e o pai, músico, ambos não profissionais, em uma casa de irmãos igualmente talentosos, incluindo o cantor e compositor Chico Sena, falecido em 1986. “Éramos craques de MPB, fazíamos disputa em casa de quem sabia mais música”.
Alba chegou a se formar como professora, mas exerceu a profissão por pouco tempo. “Eu sempre soube que queria ser cantora”, recorda. Mas não estudou canto, e sim teatro. Na Itália, iniciou o estudo de canto, mas o maestro Franco Vallisneri a convenceu a abandonar porque a considerava uma artista pronta: “A sua voz me transpõe ao Brasil, às matas, às cachoeiras... Não mude nada”, dizia ele.
O auge
Depois de conquistar espaço no exterior e retornar ao Brasil para cuidar da mãe, Alba voltou a encantar o público paraense, tornando-se uma referência da música paraense de timbre e emoção admiráveis. “Hoje, sou realizada porque canto o que quero, vivo como artista, produzo de forma independente, sempre cheia de planos. Posso louvar os grandes compositores, trabalhei com pessoas incríveis, participei de grandes festivais internacionais… tudo isso é muito extraordinário e revigorante”.
A Alba Mariah de hoje é a mulher, artista e produtora que transita entre as inovações do presente sem abandonar as suas referências: “Eu sou uma alma nostálgica e saudosista. Ao mesmo tempo que estou aberta à juventude, às novas linguagens e timbres mu
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O segredo do sucesso de Alba Mariah poderia ser o tempo de vida, mas não. Ela revela, simplesmente, que “a excelência vem da repetição”. E recita a canção “Tempo e artista”, de Chico Buarque: “‘O velho cantor, subindo ao palco, apenas abre a voz e o tempo canta’. Eu tô nessa fase, não por me sentir velha, não escondo a idade, mas por repetir tantas vezes esse ofício”.
Serviço:
Show “Temporal”, de Alba Mariah
Dia: 27 de fevereiro (sexta-feira)
Hora: 20h
Local: Theatro da Paz
Ingressos à venda no site Ticket Fácil e na bilheteria do teatro (de terça-feira a domingo, das 9 às 17h).
