O que parecia ser apenas mais um capítulo de um processo em andamento ganhou novos contornos nesta semana. Após meses de idas e vindas judiciais, o caso envolvendo o rapper Oruam voltou ao centro do noticiário com a decretação de uma nova prisão preventiva pela Justiça do Rio de Janeiro.
A juíza Tulla Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, expediu mandado de prisão contra Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam. A decisão foi tomada depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou, na última segunda-feira (2), a liminar que mantinha o cantor em liberdade no inquérito que investiga ataques contra policiais civis ocorridos em julho do ano passado.
Leia mais:
- Oruam é considerado foragido após 66 violações à tornozeleira
- Oruam acumula multa de mais de R$ 40 mil por manter animais silvestres
Segundo a magistrada, relatórios da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ) indicam que o rapper descumpriu de forma reiterada as medidas cautelares determinadas pela Justiça, principalmente no que diz respeito ao uso da tornozeleira eletrônica. Entre outubro e novembro de 2025, foram registrados mais de 20 episódios de falhas, incluindo falta de bateria, períodos de inoperância do equipamento e violações ao recolhimento domiciliar noturno, com maior incidência durante madrugadas e fins de semana.
Na decisão, a juíza é direta ao determinar a prisão preventiva do artista e a expedição imediata do mandado, com o mesmo prazo de validade daquele que havia sido anteriormente revogado.
Quer ler mais notícias de fama? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!
A defesa de Oruam sustenta que as falhas no monitoramento eletrônico ocorreram por problemas técnicos e dificuldades no carregamento da tornozeleira, sem qualquer intenção de descumprir as ordens judiciais ou de fuga. A CNN informou que aguarda um novo posicionamento dos advogados do cantor após a expedição do mandado.
Entenda o caso
O processo criminal contra Oruam tem origem em fatos ocorridos em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o rapper e outros envolvidos teriam praticado duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis que cumpriam um mandado de busca e apreensão no local.
Os agentes relataram que foram alvo de pedras arremessadas do andar superior da residência do artista durante a ação. O tribunal também destacou que Oruam teria utilizado as redes sociais para desafiar autoridades e incitar a população contra operações de segurança pública, o que pesou na avaliação do descumprimento das medidas impostas.
Com a nova decisão, o caso entra em uma fase mais rigorosa e volta a colocar o nome do rapper no centro de um debate que mistura justiça criminal, comportamento nas redes sociais e limites das medidas cautelares.
