Nos labirintos burocráticos e digitais das grandes investigações internacionais, o volume colossal de dados muitas vezes esconde curiosidades que parecem desafiar a lógica, misturando figuras históricas do entretenimento com arquivos de alta complexidade jurídica. Nesse contexto, o recente cruzamento entre o mundo das celebridades e as investigações criminais de alto impacto revela facetas inesperadas de arquivos mantidos sob sigilo por anos.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos disponibilizou recentemente uma vasta quantidade de documentos relacionados ao caso de Jeffrey Epstein, totalizando mais de 3 milhões de páginas e milhares de mídias audiovisuais produzidas durante anos de investigação sobre o financista sobre seu esquema de tráfico humano e exploração sexual de menores de idade.

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Diversos nomes de pessoas poderosas foram citados nos arquivos, como o presidente americano Donald Trump; os bilionários Elon Musk e Bill Gates; o irmão do rei Charles, príncipe Andrew;  além de celebridades como Michael Jackson, Woody Allen, Mick Jagger e muitos outros.

No meio desse acervo denso, foi localizado um registro inusitado para o público brasileiro: um trecho de uma pegadinha exibida originalmente em um dos programas do apresentador Silvio Santos no SBT.

O vídeo em questão mostra atores utilizando um jato de ar contra pessoas que caminham perto de uma obra, levantando a saia de mulheres que passam na rua. O vídeo é acompanhado pelas risadas características de Silvio e de sua plateia, embora algumas faces tenham sido censuradas pelo governo americano com tarjas pretas.

Veja o vídeo divulgado:

A presença desse material gerou questionamentos nas redes sociais sobre o motivo de tal inclusão em arquivos tão sensíveis.

Um perfil na rede social X questionou a relevância do vídeo para o caso. “O Departamento de Justiça censurou algumas piadas de TV antigas e então as colocou nos arquivos Epstein. Por que?”, questionou a conta @MyLordBebo.

Até o momento, não há explicações claras sobre como o vídeo foi parar no acervo, lembrando que a coleção inclui documentos de terceiros que não possuem, necessariamente, ligação direta com as atividades ilícitas investigadas.

Paralelamente, os documentos revelam dados sérios sobre o Brasil, com cerca de 4 mil menções ao país, incluindo depoimentos que sugerem visitas de Epstein para encontros com clientes e contatos para a exploração sexual de jovens, inclusive menores de idade.

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