O cantor das multidões, como é conhecido o artista Belo, enfrenta uma nova ação judicial relacionada à dívida com o ex-jogador Denílson. Desta vez, o artista foi pego de surpresa por quem moveu a ação conta ele: seu próprio advogado

Marcelo Epifânio Rodrigues Passos entrou com processo contra Belo na última sexta-feira (6) no Tribunal de Justiça de São Paulo. O profissional cobra R$ 224.208,77 em honorários não pagos pelo cantor. Rodrigues Passos representou o artista na ação judicial contra Denílson e conseguiu reduzir a dívida de R$ 8 milhões para R$ 2,7 milhões.

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Apesar do sucesso na negociação, Belo não teria pago os valores combinados pelo serviço prestado. O acordo envolveu três pontos principais:

  • Redução do valor da dívida principal;
  • Pagamento de custas processuais;
  • Liberação de créditos do cantor junto à Rede Globo, referentes à participação no quadro Dança dos Famosos.

Tentativas de acordo não funcionaram

Segundo a petição assinada pelo escritório de Antonio Claramunt, o advogado tentou resolver a situação de forma amigável. A última notificação judicial foi enviada em dezembro de 2025, mas sem resposta positiva do cantor.

A defesa de Rodrigues Passos destaca que o artigo 25 estabelece o nascimento da obrigação de pagar os honorários após o trânsito em julgado, que aconteceu em dezembro de 2023.

Dois anos depois, o profissional ainda não recebeu nenhum pagamento. Caso Belo não quite a dívida, a defesa pede o bloqueio de bens do artista. A assessoria do cantor foi procurada, mas não respondeu aos questionamentos.

A origem da dívida com Denílson

Na década de 1990, Belo e Denílson transformaram a amizade em parceria de negócios. O jogador comprou os direitos da banda Soweto em 1998, quando o cantor era vocalista do grupo.

O Soweto vivia momento de ascensão nacional, mas Belo decidiu seguir carreira solo em 2000. Denílson, dono dos direitos da banda, processou o artista por quebra de contrato e pediu indenização por danos morais.

A defesa de Belo contestou e afirmou que:

  • O cantor não reconhece Denílson como dono dos direitos do Soweto;
  • O artista nunca recebeu ajuda financeira do ex-atacante.

Decisão judicial desfavorável a Belo

Em 2004, após quatro anos de processo, o Tribunal de Justiça de São Paulo deu razão a Denílson. Belo foi condenado a pagar R$ 388 mil na época.

O cantor não quitou o débito e sofreu penhora de bens e bloqueios judiciais. Com juros e correção monetária ao longo dos anos, o valor chegou a R$ 8 milhões.

O caso foi considerado encerrado pela Justiça em dezembro de 2023, quando o juiz Carlo Mazza Britto Melfi decretou o trânsito em julgado após o acordo que reduziu a dívida para R$ 2,7 milhões.

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