Quem nunca ouviu falar da temida sexta-feira 13? Cercada por séculos de superstição, a data carrega a fama de azar. Ainda assim, no universo das celebridades, o que poderia ser evitado muitas vezes se transforma em oportunidade. Em vez de fugir do simbolismo, alguns artistas incorporam a mística ao discurso público e fazem disso uma estratégia poderosa de imagem.
Para o especialista em branding Cacau Oliver, não se trata apenas de coincidência. Ele explica que no universo das celebridades, "quanto mais inusitada ou diferente for a crença, maior o engajamento midiático".
Cacau explica que "o público se interessa por rituais, coincidências e símbolos". E para ele, "isso cria atmosfera e mantém o nome do artista em circulação”.
Quando o 13 vira símbolo de sorte
Entre os exemplos mais emblemáticos está o da cantora Taylor Swift. Longe de associar o número ao azar, ela o transformou em marca pessoal. A artista já declarou que nasceu no dia 13, completou 13 anos em uma sexta-feira 13 e que seu primeiro álbum permaneceu 13 semanas no topo das paradas. Antes de subir ao palco, costuma pintar o número na mão, um gesto que virou ritual público e elemento de identidade visual.
“Eu simplesmente vejo o 13 como meu número da sorte”, já resumiu a cantora em entrevistas. O que poderia soar como coincidência passou a integrar sua narrativa artística.
Casamentos marcados pelo simbolismo
No Brasil, a atriz Isis Valverde também desafiou a superstição ao oficializar seu casamento em uma sexta-feira 13. A escolha da data, tradicionalmente evitada por muitos casais, ganhou contornos simbólicos e reforçou uma imagem de autoconfiança.
Situação semelhante ocorreu com o guitarrista Mick Mars, integrante da banda Mötley Crüe, que igualmente optou pela data para celebrar a união. Ao assumir o “risco” do calendário, ambos transformaram a superstição em declaração de personalidade.
Isis já comentou sobre o tema, afirmando que “a data nunca me assustou". Para a atriz, é "apenas um dia cheio de significado”.
Quando a superstição marca a memória
Nem todas as histórias, porém, são leves. O ator Angus Cloud relatou ter sofrido um grave acidente justamente em uma sexta-feira 13, quando fraturou o crânio. Ao associar o episódio à data simbólica, o impacto da narrativa ganhou ainda mais força no imaginário coletivo.
“Eu quebrei meu crânio em uma sexta-feira 13. Acordei horas depois no fundo do buraco”, relembrou em entrevista.
Quer saber mais notícias de celebridades? Acesse nosso canal no Whatsapp
Quando acontecimentos marcantes se conectam a datas carregadas de simbolismo, a história tende a repercutir com intensidade redobrada.
Diferenças culturais e curiosidades pop
A relação com a superstição também varia de acordo com a cultura. A atriz espanhola Penélope Cruz já comentou que, na Espanha, o dia considerado azarado é a terça-feira 13, e não a sexta. “Já não me deixo levar por isso”, afirmou.
O ator Steve Buscemi, por sua vez, aparece com frequência em listas de celebridades nascidas em uma sexta-feira 13, transformando o que poderia ser visto como mau presságio em curiosidade pop.
No fim das contas, a sexta-feira 13 deixa de ser apenas um dia associado ao azar e se converte em instrumento de storytelling. Entre amuletos, decisões estratégicas e coincidências marcantes, as superstições revelam um aspecto curioso da cultura pop: no jogo da fama, até o medo pode virar branding.
E, para quem vive da própria imagem, toda boa história, inclusive as cercadas de mistério, pode se tornar uma poderosa aliada de engajamento.
