Depois de anos figurando entre as protagonistas do Carnaval carioca, a Acadêmicos do Grande Rio viu o roteiro mudar em 2026. O oitavo lugar na classificação caiu como um balde de água fria na diretoria, que não imaginava ficar fora do Desfile das Campeãs, algo que não acontecia há cinco anos.
Com a ausência no sábado das campeãs, quem também não volta à Marquês de Sapucaí é a rainha de bateria, Virginia Fonseca. A influenciadora, que estreou no posto cercada de expectativa e exposição midiática, agora tem o futuro na escola condicionado a uma série de exigências internas.
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Contrato, investimento e desgaste
Segundo fontes ligadas à agremiação, Virginia firmou contrato de dois anos com a presidência da escola. O acordo envolveu a empresa de cosméticos da qual ela é sócia, responsável por um investimento estimado em R$ 15 milhões no Carnaval deste ano. A marca ocupou espaços estratégicos na quadra, estampou logomarcas e lançou até um perfume personalizado nas cores da escola.
Apesar do aporte financeiro e das declarações públicas indicando que ela seguiria no posto em 2027, a permanência não será automática nem tranquila. Internamente, a avaliação é de que a superexposição pode ter ofuscado a escola.
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Bastidores tensos e puxão de orelha
O presidente de honra, Jayder Soares, teria se incomodado com a postura da rainha em momentos que antecederam o desfile. A transmissão de uma live pouco antes de entrar na Avenida, por exemplo, foi vista como inadequada. Vídeos que circularam mostram o dirigente exaltado, reclamando da equipe que acompanhava a influenciadora. Em um deles, afirma: “Estou no carnaval há 37 anos, vocês chegaram agora”.
A presença constante de celulares, convidados extras no camarote e uma equipe numerosa acompanhando Virginia durante o desfile também geraram desconforto. Para parte da diretoria, a influenciadora acabou se sobrepondo à escola em determinados momentos. “Um tiro no pé”, resumiu um integrante do alto escalão, sob reserva.
Novas regras para 2027
Antes mesmo da leitura das notas, já havia sido alinhado que, para seguir como rainha, Virginia precisaria “descansar” sua imagem. A orientação é reduzir aparições, limitar a presença a eventos estratégicos na quadra e reformular a equipe que a acompanha.
A insatisfação ganhou ainda mais força após o desempenho da bateria, comandada por Mestre Fafá. A ala recebeu apenas uma nota 10 dos jurados e, em alguns momentos, foi alvo de vaias vindas das arquibancadas, manifestações que, segundo relatos, eram direcionadas à influenciadora.
Com a preparação para 2027 ainda distante do início oficial, a escola tenta reorganizar os bastidores e blindar sua imagem. Já Virginia, que entrou na Avenida cercada de holofotes, terá de equilibrar popularidade e tradição para permanecer no posto mais cobiçado da bateria.
