A Mocidade Independente de Padre Miguel criticou publicamente a justificativa usada por uma jurada para reduzir a pontuação de seu enredo no Carnaval do Rio de Janeiro de 2026. A avaliação do quesito enredo foi afetada pela interpretação de que associar Rita Lee ao título de “padroeira da liberdade” descaracterizaria o recorte proposto pela escola paraense. A Mocidade acreditava que a referência era adequada e coerente com a forma como a própria artista se autoidentificava em entrevistas e textos publicados anteriormente.
Em razão dessa interpretação, a jurada Mônica Mançur atribuiu uma nota de 9,6 à escola, retirando quatro décimos específicos do quesito. A justificativa oficial foi de que a associação a um título convencional, religioso ou não, poderia “desconstruir” o sentido libertário do enredo apresentado. A escola, por sua vez, argumentou que o termo “padroeira da liberdade” foi adotado pela própria Rita Lee quando falava sobre sua carreira artística e posicionamento.
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Nas redes sociais e em nota oficial, a Mocidade reagiu às críticas destacando justamente essa relação entre a forma como Rita Lee se referia a si mesma e a proposta da homenagem na avenida. A agremiação enfatizou que a interpretação realizada pela jurada não refletiu a intenção original do trabalho elaborado ao longo de um ano de preparação.
O enredo homenageou a cantora Rita Lee, ícone do rock brasileiro que morreu em 2023 aos 75 anos, com intervenções criativas e referências à sua trajetória. A apresentação contou com homenagens visuais e artistas, incluindo a participação de Mel Lisboa interpretando a artista na Sapucaí.
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O resultado final da apuração colocou a Mocidade na 11ª posição do Grupo Especial do Rio, com 267,4 pontos, deixando a escola fora do Desfile das Campeãs. A polêmica gerou repercussões nas redes sociais com opiniões divididas entre torcedores e artistas que defenderam a escola e questionaram a forma como a avaliação foi conduzida.
