A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (24) uma operação contra uma quadrilha suspeita de aplicar golpes digitais e, entre os alvos, está um nome conhecido do público jovem da atualidade.
João Vitor Ribeiro Marcelino Guido, conhecido como MC Negão Original, soma mais de 4 milhões de seguidores nas redes sociais e está entre os alvos de mandados de prisão temporária emitidos pela Justiça paulista.
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A operação policial apura três tipos principais de fraudes: o golpe do INSS, o golpe do falso advogado e o golpe da mão fantasma. Apesar da investigação e do mandado de prisão, o cantor não foi detido.
Perfil nas redes sociais
O funkeiro mantém uma presença marcante nas plataformas digitais, nas quais exibe um estilo de vida luxuoso. Suas publicações frequentemente mostram o clássico perfil "ostentação" com:
- Fotos com carros de alto valor;
- Imagens em que segura maços de dinheiro;
- Vídeos ao lado de mulheres.
Defesa afirma inocência
O advogado Robson Cyrillo, responsável pela defesa de João Vitor, divulgou uma nota oficial sobre o caso. Segundo o documento, a equipe jurídica ainda não teve acesso completo aos documentos da investigação, o que impede uma análise detalhada das acusações.
A defesa ressalta que o artista possui uma carreira consolidada no cenário musical, com reconhecimento nacional e internacional. O comunicado também garante que todas as movimentações financeiras do funkeiro têm origem legal e podem ser comprovadas com documentos.
Operação Fim da Fábula
A ação policial desta terça-feira (24) mobilizou cerca de 400 agentes em três estados brasileiros. As autoridades cumpriram 173 mandados judiciais, sendo eles:
- 120 mandados de busca e apreensão;
- 53 mandados de prisão temporária.
Os alvos da operação atuam em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Segundo as investigações, o grupo usava plataformas de apostas online e empresas financeiras digitais para movimentar o dinheiro obtido de forma ilegal.
Esquema de clonagem e fraudes
Os investigadores descobriram que os criminosos clonavam chaves Pix das vítimas para desviar recursos. O inquérito também apura crimes de lavagem de dinheiro, com valores expressivos movimentados pelo grupo.
Além disso, o Ministério Público identificou um vasto patrimônio ligado aos investigados, que inclui 36 imóveis, centenas de veículos e até embarcações. Muitos desses bens foram registrados em nome de terceiros e empresas criadas apenas para mascarar a real propriedade.
A Justiça determinou também o bloqueio de até 100 milhões de reais em cada uma das 86 contas bancárias identificadas. Essas contas pertencem tanto a pessoas físicas quanto a empresas ligadas ao esquema investigado.
Coordenação das forças policiais
As medidas judiciais do caso foram autorizadas pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista.
A ação conta com a participação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e promotores de Justiça.
Outros departamentos da Polícia Civil de São Paulo também apoiam a operação, junto com as polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal. As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos no esquema.
