O crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, é considerado um dos mais graves na legislação brasileira. A pena varia de 8 a 15 anos de reclusão, podendo ser aumentada em determinadas circunstâncias, como quando há agravantes. Trata-se de crime hediondo, com cumprimento inicial em regime fechado e sem possibilidade de fiança.

Após a expedição do mandado de prisão pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, na última terça-feira (03), depois do trânsito em julgado da condenação, quando não cabem mais recursos, a Polícia Civil prendeu o ator José Dumont, de 75 anos, para cumprimento de pena pelo crime de estupro de vulnerável.

A pena restante a ser cumprida é de 9 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado.

Em 2022, o ator levou um menor de 11 anos para o interior de seu apartamento, filho de uma ambulante que vendia cuscuz na porta do seu apartamento no Flamengo. Ele foi denunciado por moradores do local. 

No mesmo ano, a Polícia Civil prendeu Dumont em flagrante por armazenamento de imagens de sexo envolvendo crianças.

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Carreira

Natural de Bananeiras, José Dumont construiu uma carreira de mais de 40 anos no cinema, teatro e televisão. No cinema, atuou em filmes como Abril Despedaçado, de Walter Salles; Lúcio Flávio – o Passageiro da Agonia, de Hector Babenco; e Gaijin – os Caminhos da Liberdade, de Tizuka Yamasaki.

Com O Homem que Virou Suco, de João Batista de Andrade, venceu como melhor ator nos festivais de Gramado e Brasília. Em 1985, também foi premiado no Festival de Havana pelos filmes “O Baiano Fantasma”, “Avaeté” e “Tigipió”.

Na TV, participou de novelas como Pantanal, Terra Nostra, América, Velho Chico e Todas as Flores. 

Em nota divulgada em 2022, a emissora afirmou que decidiu afastá-lo diante da gravidade dos fatos e declarou que não tolera comportamento abusivo ou criminoso.

A reportagem tentou contato com a defesa do ator para solicitar posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.

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