Anos após viralizar como "o presidiário gato", Jeremy Meeks voltou a falar sobre como a fama mudou sua vida. Durante entrevista ao podcast Inside True Crime, do apresentador Matthew Cox, ele descreveu em detalhes o que aconteceu.
Jeremy conta que depois que sua foto de fichamento policial se tornou viral em 2014, ele acabou se transformando de um preso comum em objeto de obsessão para milhares de pessoas ao redor do mundo. O caso é considerado um dos primeiros e mais expressivos exemplos de fama instantânea gerada por uma única imagem nas redes sociais.
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Em 2014, o Departamento de Polícia de Stockton, na Califórnia, publicou a foto de Jeremy e a internet reagiu de forma imediata diante de seus olhos azuis e traços marcantes.
A imagem se espalhou em horas, gerou a hashtag #FelonCrushFriday e rendeu ao americano o apelido de "presidiário gato" — ou "hot felon", no original em inglês.
Da foto ao caos dentro da prisão
O que parecia ser um episódio curioso rapidamente saiu do controle. Meeks passou a receber cerca de 300 cartas por dia. Além das mensagens, chegavam fotos íntimas e ordens de pagamento de fãs que enviavam dinheiro de diferentes partes do país.
O problema mais grave, porém, não foi o volume de correspondência.
Jeremy afirma que pessoas que nunca havia encontrado passaram a aparecer na prisão sem aviso, reivindicando as duas vagas de visita semanal que ele tinha direito.
Meeks conta que chegava a negar a entrada antes mesmo de subir as escadas para a sala de visitas, ao perceber que não conhecia quem estava do outro lado do vidro. Mesmo diante da recusa, alguns insistiam.
"Vou ocupar sua visita de qualquer jeito", disseram alguns, segundo ele relatou no podcast.
O filho de 5 anos que não conseguia visitar o pai
A consequência mais dolorosa do fenômeno foi pessoal.
Com estranhos monopolizando os horários de visita, a família de Meeks ficou sem acesso a ele. O mais afetado foi seu filho mais velho, que tinha 5 anos na época e não compreendia por que não podia ver o pai.
Ao se deparar com fãs que cruzavam estados inteiros para vê-lo, Meeks relatou ter pedido diretamente que parassem.
"Meu filho tem 5 anos e não entende por que não estou em casa. Ele precisa me ver. Peço, por favor, que não voltem. Me escrevam", disse ele, conforme relatou no podcast.
O que aconteceu depois?
Meeks foi condenado por porte ilegal de arma e cumpriu cerca de 13 meses de pena. Ao sair da prisão, assinou contrato com uma agência de modelos e iniciou uma carreira no mercado da moda, com desfile na Semana de Moda de Nova York.
Em 2024, lançou sua autobiografia e revelou que trabalhava em um projeto para ajudar pessoas privadas de liberdade.
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Hoje, com 42 anos, Meeks se dedica a trabalhos sociais com jovens em situação de vulnerabilidade para que não repitam o caminho que ele trilhou. Além disso, a lista de apelidos que ele acumulou ao longo dos anos resume bem a estranheza do fenômeno:
- Hot felon (preso gato);
- Prison Bae (queridinho da prisão);
- Blue-eyed bandit (bandido dos olhos azuis);
- Sexy convict (condenado sexy).
