O que parecia ser apenas mais um relato pessoal acabou se transformando em um episódio de grande repercussão - e também de desconforto - nos bastidores do Retiro dos Artistas. As declarações recentes do ator Marcos Oliveira, o Beiçola, provocaram reações imediatas entre moradores e direção da instituição.
Leia mais:
- Vídeo: 'Beiçola' ganha casa de Marieta Severo e se emociona
- Veja a casa de Marcos Oliveira, o "Beiçola", no Retiro dos Artistas
A polêmica ganhou força após viralizar uma entrevista em que o ator, de 63 anos, fez críticas ao cotidiano no local, mencionando desde o excesso de conversas no refeitório até a falta de intimidade afetiva. Em conversa com o portal Metrópoles, a diretora do Retiro, Cida Cabral, afirmou que o impacto das falas foi imediato entre os residentes.
Falas geraram desconforto
Segundo ela, diversos moradores procuraram a administração para manifestar indignação com as declarações. A diretora ressaltou que o contexto original da entrevista, concedida à revista Veja, era uma reflexão mais ampla sobre etarismo e as angústias da terceira idade, mas reconheceu que o tom adotado pelo ator gerou desconforto.
“Já conversamos com o Marcos. Ele pediu desculpas e disse que se arrepende. Mas foi bastante infeliz nas falas”, declarou Cida.
A repercussão surpreendeu a própria direção. De acordo com ela, Oliveira nunca havia demonstrado insatisfação dessa forma, especialmente considerando sua relação com o espaço. Ele passou a residir no local após receber uma casa por meio de um gesto da atriz Marieta Severo.
Quer ler mais notícias de fama? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!
Diante do episódio, a instituição afirma que pretende oferecer apoio ao ator, inclusive com acompanhamento psicológico, para entender melhor seu estado emocional. “Vamos tentar ajudar no que for possível. Não podemos agradar a todos, mas há liberdade de ir e vir”, destacou a diretora.
Intimidade em pauta
Um dos trechos mais comentados da entrevista envolve a vida afetiva dentro do Retiro. Marcos Oliveira relatou sentir falta de relações mais próximas, ressaltando a ausência de espaço para trocas íntimas no local.
A direção, no entanto, esclarece que visitas não são proibidas e podem ocorrer a qualquer momento. A limitação, segundo Cida Cabral, está relacionada à natureza institucional e às regras que precisam ser seguidas.
“Temos exigências de órgãos reguladores. Hoje, são quase 50 idosos vivendo aqui. Não é possível estruturar visitas íntimas para todos. Quem quiser, tem liberdade de sair e resolver fora”, explicou.
