A sexualidade segue sendo um dos temas que mais despertam debate, reflexões e também questionamentos pessoais. Foi nesse contexto que Camilly Victória de 24 anos, filha de Xanddy e Carla Perez, decidiu abrir uma caixinha de perguntas e compartilhar pensamentos sobre sua vida pessoal com os seguidores.

A interação aconteceu na noite de quarta-feira (15), por meio dos stories no Instagram, onde a jovem respondeu de forma direta a perguntas anônimas. Entre os temas abordados, Camilly falou sobre o processo de compreensão da própria sexualidade e mencionou o conceito de “heterossexualidade compulsória”, expressão usada para descrever a pressão social que leva mulheres a se relacionarem com homens como padrão esperado.

Segundo ela, esse processo pode ser comum na trajetória de muitas pessoas, especialmente mulheres lésbicas, que levam tempo até reconhecer e compreender seus próprios sentimentos.

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“A sociedade também faz a gente crescer acreditando que para ser feliz precisa encontrar ‘o homem da sua vida’, casar, ter filhos e seguir um caminho muito específico”, refletiu.

📷 |(divulgação/Instagram)

Camilly destacou ainda que o autoconhecimento não acontece de forma imediata e pode envolver fases de dúvida, adaptação e amadurecimento. Para ela, esse processo não invalida experiências anteriores, mas faz parte da construção individual de cada pessoa.

“Cada pessoa tem seu tempo, e se entender é um processo muito bonito, mesmo quando é confuso no começo”, afirmou.

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Além das reflexões sobre sexualidade, a artista também comentou sua decisão de manter o relacionamento atual fora da mídia.

Segundo ela, o foco de seu perfil nas redes sociais está voltado à carreira musical, e não à vida pessoal. “Não vejo necessidade de expor meu relacionamento no momento”, explicou.

Em outro momento da conversa, Camilly também respondeu a um questionamento sobre assédio e relatou experiências desconfortáveis com abordagens de homens em ambientes sociais. Ela afirmou que, por segurança, evita determinados espaços e prefere frequentar locais com público LGBT.

A jovem ainda comentou sobre a necessidade de atenção constante à própria segurança no cotidiano e defendeu a importância de saber se proteger em diferentes situações.

“Infelizmente, no mundo em que vivemos, precisamos nos preocupar 24 horas por dia com quem está ao nosso redor”, disse.

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