Após anos seguindo uma dieta estritamente vegana, a modelo brasileira Gisele Bündchen passou a reavaliar a alimentação ao perceber impactos diretos na saúde e no desempenho da rotina profissional dela. Segundo relatos dela no livro "Nutrir: receitas simples para o corpo e a alma", a mudança ocorreu depois de episódios de anemia e desconfortos digestivos que persistiram mesmo com ajustes nutricionais.
Na obra ela conta que por um longo período manteve uma alimentação totalmente baseada em vegetais, sem consumo de carne, leite ou ovos. Segundo ela, essa decisão foi guiada por convicções pessoais e pela relação afetiva com os animais. “Os animais sempre foram uma parte importante da minha vida. Minhas galinhas e meus cachorros, gatos e cavalos são parte da família. Antes de me tornar modelo, cogitei ser veterinária; portanto, alinhar essa paixão com a escolha consciente do que consumo (ou não) faz muito sentido para mim", disse.
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Apesar da motivação, a adesão ao veganismo trouxe desafios. Ainda no livro, a modelo relata o desenvolvimento de anemia, que exigiu suplementação de ferro e aumento do consumo de alimentos como oleaginosas e vegetais verde-escuros. Ainda assim, o quadro não foi completamente controlado e passou a afetar a disposição e rotina de trabalho dela.
Além disso, o consumo elevado de feijão gerou efeitos colaterais digestivos, como inchaço e gases. "Ficar com gases e inchada não é legal, claro, e também não é ideal para um trabalho que envolve usar biquínis ou lingerie", revelou.
Diante desse cenário, Gisele optou por reintroduzir carne vermelha na alimentação, abandonando o veganismo estrito. No entanto, a modelo afirma que o período trouxe aprendizados importantes e que a base vegetal segue predominante na dieta alimentar atual dela.
“Em vez da combinação convencional de proteína animal, carboidrato e legumes/verduras que domina muitas refeições ocidentais, comecei a pensar em refeições baseadas no último grupo, e não no primeiro", disse.
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No livro, a modelo conta que atualmente a alimentação dela é composta por cerca de 80% de alimentos de origem vegetal e 20% de origem animal. Segundo ela, o ajuste trouxe mais equilíbrio e maior sintonia com as necessidades do próprio corpo.
“Comer carne, nesse caso, significa que estou sintonizada às minhas necessidades. Encontrei prazer em traçar meu próprio caminho", revelou.
Diante do relato da modelo e da popularização de dietas veganas, especialistas apontam esse tipo de alimentação podem ser saudáveis, mas exigem planejamento rigoroso e acompanhamento profissional para evitar deficiências nutricionais, especialmente de proteínas, ferro e vitamina B12.
