O apresentador Ratinho acionou a Justiça contra a deputada federal Erika Hilton, sob a acusação de injúria, calúnia e difamação. O apresentador afirma ter sido ofendido pela parlamentar após ser chamado de “rato” nas redes sociais.
A informação sobre o processo foi divulgada inicialmente pela coluna Outro Canal, do jornal Folha de S.Paulo, e confirmada junto ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal.
A declaração que motivou a ação foi uma publicação nas redes sociais de Erika Hilton, em que escreveu: “Eu sou e sempre serei uma mulher. Este apresentador é, e sempre será, um rato”.
O caso foi protocolado na Justiça no dia 14 de abril. Três dias depois, em 17 de abril, a Justiça do Distrito Federal notificou Erika Hilton para prestar esclarecimentos e o processo tramita na 7ª Vara Criminal de Brasília.
Entenda o caso
Tudo começou após Ratinho fazer declarações polêmicas sobre a deputada durante seu programa. “Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”, disse.
E continuou. "Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Mulher, para ser mulher, tem que ser mulher, gente. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar…”, afirmou.
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As declarações de apresentador fizeram com que a parlamentar acionasse a Justiça. Além da abertura de um inquérito civil, ela solicitou uma ação civil pública com o pedido de indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos às comunidades trans e travesti.
Ainda segundo a deputada, ao afirmar que mulheres trans não são mulheres e ao vincular a identidade feminina à menstruação, ao útero ou à maternidade, Ratinho também teria atingido mulheres que não menstruam, não possuem útero ou não têm filhos.
Erika Hilton afirmou ainda que as declarações reforçam um discurso excludente sobre o que define uma mulher. Para ela, o posicionamento apresentado no programa atinge diferentes grupos e contribui para a violência contra pessoas trans.
