Relacionamentos entre figuras públicas costumam despertar curiosidade, mas o caso de Alanis Guillen e Giovanna Reis ganhou contornos judiciais sérios e expôs uma dinâmica de ciúmes, ameaças e pressão psicológica.

O pedido de medida protetiva protocolado pelos advogados de Alanis Guillen na Justiça do Rio de Janeiro revelou detalhes do desgaste que antecedeu o término do relacionamento entre a atriz e a produtora Giovanna Reis. Segundo o documento, os problemas começaram antes mesmo da separação e a principal fonte de tensão era a atriz Gabriela Medvedovsky, par romântico de Alanis na novela 'Três Graças', exibida pela TV Globo.

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O casal formado pelas personagens Lorena e Juquinha, chamado pelos fãs de "Loquinha", conquistou grande popularidade nas redes sociais. Contudo, esse sucesso se tornou combustível para os ciúmes de Giovanna.

De acordo com o relato incluído no processo, ela passou a criticar os atores do folhetim e tinha como alvo principal a colega de trabalho de Alanis.

Ameaças durante o Carnaval e pressão do círculo próximo

O primeiro episódio grave aconteceu durante o Carnaval de 2026, em fevereiro, quando as duas tiveram uma discussão intensa motivada por ciúmes.

Nessa ocasião, Giovanna Reis teria feito as primeiras ameaças à atriz. Depois disso, amigos e pessoas próximas de Alanis passaram a aconselhá-la a encerrar o relacionamento e a se afastar. No entanto, Alanis optou por manter a relação.

Segundo o processo, ela justificou a decisão pela confiança construída entre as duas desde 2022. Ainda assim, as crises continuaram e se tornaram cada vez mais frequentes.

Xingamentos e cobranças por posicionamento público

O processo descreve situações em que Giovanna xingava Gabriela Medvedovsky durante conversas com Alanis.

Além disso, a produtora cobrava que a então namorada desmentisse publicamente qualquer envolvimento afetivo com a colega de elenco. Isso ocorreu porque fãs criaram uma torcida intensa nas redes sociais para que o romance das personagens se tornasse real.

Alanis, porém, não atendia às exigências. Por isso, as cobranças se intensificaram e o relacionamento chegou ao limite.

Ao fim, a separação aconteceu após fãs localizarem publicações antigas de Reis, datadas de 2012, com conteúdo racista e homofóbico. A produtora, que tinha 14 anos à época das postagens, pediu desculpas publicamente após a repercussão.

Justiça acata pedido baseado na Lei Maria da Penha

A Justiça do Rio de Janeiro concordou com os advogados de Alanis e deferiu a medida protetiva com base na Lei Maria da Penha. No despacho, o caso foi classificado como compatível com três situações:

  • Violência psicológica;
  • Perseguição;
  • Constrangimento indevido.

Com a decisão, Giovanna Reis ficou proibida de:

  • Manter qualquer contato com Alanis por qualquer meio de comunicação;
  • Se aproximar a menos de 300 metros da atriz;
  • Fazer comentários públicos sobre ela na imprensa ou nas redes sociais.

Sigilo e posições das partes

Atualmente, o processo entrou em segredo de Justiça na segunda-feira (4), a pedido da própria Alanis. Giovanna Reis foi procurada pela imprensa, mas informou que não está autorizada a se manifestar por determinação judicial.

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A assessoria de imprensa de Alanis também não se pronunciou até o fechamento desta edição.

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