Discussões sobre masculinidade, comportamento e os limites do discurso nas redes sociais voltaram a gerar polêmica após uma declaração contundente de Bruno Gagliasso. Sem citar rodeios, o ator comentou o curso de masculinidade promovido por Juliano Cazarré e fez duras críticas ao projeto durante participação no podcast Conversa Vai, Conversa Vem.
Ao falar sobre o tema, Bruno classificou a iniciativa como “triste, feia e vergonhosa” e demonstrou preocupação com o alcance desse tipo de conteúdo nas plataformas digitais.
“[Esse projeto] é triste, feio e vergonhoso. E ficou mais grave porque [o Cazarré] começou a mentir agora. A gente não pode dar palco para um cara que está falando que as mulheres matam mais do que os homens. E ainda ganha dinheiro com isso”, afirmou.
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Durante a conversa, o marido de Giovanna Ewbank também comentou a dificuldade que sente em dialogar com pessoas que compartilham pensamentos considerados extremistas.
“Admiro culturalmente, intelectualmente alguém que está do outro lado? Não! Estou falando do extremismo, de bebedor de detergente. Não me sinto capaz de convencer… Quer beber detergente? Bebe! Meus heróis não estão ali. O que essas pessoas leem, escrevem, cantam? É inevitável pensar isso”, declarou.
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Bruno ainda aproveitou o espaço para defender uma visão diferente sobre o papel masculino na sociedade. Para ele, homens precisam ocupar uma posição mais aberta ao aprendizado e à escuta, principalmente diante dos debates sobre violência contra a mulher e igualdade de gênero.
“Penso que o nosso papel [de homem] é muito mais de ouvir. Não é possível que a gente queira ser protagonista numa época com tanta mulher morrendo e red pill falando merda. É um absurdo tão grande, tudo muito sério”, disse.
Na sequência, o ator afirmou que discorda completamente das ideias propagadas por movimentos ligados à masculinidade tradicional.
“Estão querendo construir o que é ser homem. Para mim, ser homem é ser totalmente o oposto do que essas pessoas estão dizendo. É estar disposto a se desconstruir e aprender o tempo inteiro. Aprendendo o tempo inteiro com a minha mulher e com a minha filha”, completou.
Ao encerrar o assunto, Bruno avaliou que a sociedade vive um momento de transformação, mas também enfrenta reações contrárias a essas mudanças.
“Acho que estamos passando por uma evolução e, consequentemente, vem essa onda contrária, que é um alerta. Penso que quem está, de fato, se preocupando em ser homem e dar exemplo deve fazer o oposto do que estão fazendo”, concluiu.
