Filho de Marcinho VP e sobrinho de Elias Maluco, Oruam ganhou destaque nacional a partir de 2022 com o sucesso da música “Invejoso”, consolidando-se como um dos principais nomes do trap brasileiro. Criado na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, o artista acumula milhões de ouvintes, participações em grandes festivais e forte presença nas redes sociais, onde ostenta uma rotina de luxo, enquanto nega qualquer envolvimento com atividades criminosas.

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, responde na Justiça de São Paulo por disparo de arma de fogo após um episódio ocorrido durante uma festa em Igaratá, no interior paulista, em dezembro de 2024.

Segundo as investigações da Polícia Civil, o artista teria efetuado um disparo colocando pessoas em risco. A cena foi registrada em vídeo e divulgada nas redes sociais, o que levou ao indiciamento do cantor.

No decorrer da ação penal, o Ministério Público de São Paulo solicitou a prisão preventiva do rapper. O pedido, assinado pelo promotor Alan Carlos Reis Silva e divulgado publicamente na quarta-feira (20), apontava preocupações relacionadas ao andamento do processo.

Apesar disso, a Justiça paulista decidiu negar a solicitação. Na decisão, o magistrado destacou que Oruam já foi formalmente citado por meio de seus advogados, demonstrando ciência da ação e disposição em responder ao processo judicial.

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“O réu já foi regularmente citado e apresentou defesa por intermédio de advogado constituuído, circunstância que afasta, neste momento, indícios concretos de tentativa de fuga ou prejuízo à instrução processual”, afirmou o juiz na decisão.

O que diz a defesa de Oruam

Em entrevista ao UOL, o Advogado de Oruam disse que a decisão judicial é completamente acertada. Siro Darlan de Oliveira afirmou que o cliente é um artista negro e da periferia alvo de uma perseguição sem sentido. Segundo o defensor, o inquérito do caso foi "inventado" e a perícia comprovou que o cliente não usou a arma e, sim, um simulacro e não fez nenhum disparo.

“Ele [Oruam] nunca cometeu crime algum. A polícia do Rio o persegue por ser filho de Marcio Nepomuceno [conhecido como Marcinho VP], ter sucesso e falar em suas músicas a verdade sobre a realidade das favelas”, disse o advogado

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