Um susto na saúde do cantor Nilo, conhecido pelo hit “Fui Mlk”, acendeu o alerta entre fãs e internautas nos últimos dias. O artista foi hospitalizado após ser diagnosticado com paralisia de Bell, condição neurológica que provoca paralisia súbita em um dos lados do rosto. Segundo a equipe, ele segue em tratamento e sob acompanhamento médico especializado.

O caso reacendeu a curiosidade do público sobre a doença, que apesar de assustar pelo impacto visual, costuma ter boa taxa de recuperação.

Para esclarecer dúvidas, o neurologista Paulo Henrique Rodrigues Silva, da Hapvida, explica como a condição se manifesta e quando é necessário procurar atendimento imediato.

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O que é a paralisia de Bell?

Segundo o especialista, a paralisia de Bell é causada por uma inflamação do nervo facial, responsável pelos movimentos da face.

“A paralisia de Bell é uma condição neurológica caracterizada pela paralisia súbita de um dos lados do rosto, causada por uma inflamação do nervo facial. Esse nervo passa por um canal muito estreito no crânio e, quando inflama, pode sofrer compressão, comprometendo sua função”, explica o neurologista.

Ele destaca que o quadro afeta expressões faciais e pode dificultar ações simples do dia a dia. “Isso provoca dificuldade para sorrir, fechar os olhos e movimentar parte do rosto. Apesar de assustar, na maioria dos casos é uma condição temporária.”

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Sintomas e diferença para o AVC

Entre os sintomas mais comuns estão boca torta, dificuldade para fechar um dos olhos, perda de expressão facial, dor atrás da orelha e alteração do paladar.

O médico alerta para a importância de diferenciar a condição de um AVC. “Na paralisia de Bell, geralmente apenas a face é acometida. No AVC, podem ocorrer outros sinais, como fraqueza em braços ou pernas, dificuldade para falar, confusão mental e perda de equilíbrio.”

Mesmo assim, ele reforça que qualquer alteração súbita deve ser avaliada com urgência.

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Causas e fatores de risco

A origem do problema nem sempre é identificada, mas há forte associação com infecções virais. “Acredita-se que esteja relacionada à reativação de vírus, especialmente o herpes simples, que provoca inflamação do nervo facial”, afirma Paulo Henrique.

Fatores como estresse, baixa imunidade, privação de sono e infecções recentes podem aumentar o risco.

Quem pode desenvolver a condição?

A paralisia pode atingir qualquer pessoa, mas é mais comum em adultos entre 15 e 60 anos. “Diabetes, hipertensão, gestação e baixa imunidade parecem aumentar a predisposição. Também pode surgir após infecções ou períodos de grande estresse”, explica o neurologista.

Tratamento e tempo de recuperação

A boa notícia é que, na maioria dos casos, a recuperação é completa. “Sim. A maioria dos pacientes apresenta recuperação significativa ou total. Os primeiros sinais de melhora podem aparecer em semanas, e a recuperação pode levar de um a seis meses”, diz o especialista.

O tratamento costuma incluir corticoides, e em alguns casos antivirais. Cuidados com os olhos também são essenciais.

O tratamento precoce faz diferença?

Sim e muita. “O tratamento iniciado nas primeiras 48 a 72 horas aumenta bastante as chances de recuperação completa e reduz o risco de sequelas. Por isso, é fundamental procurar atendimento médico rapidamente”, alerta.

Pode deixar sequelas? 

Na maior parte dos casos, não. “A recuperação costuma ser total, mas alguns pacientes podem ter pequenas assimetrias ou espasmos residuais, principalmente em casos mais graves ou com início tardio do tratamento”, explica.

Quando procurar ajuda?

O alerta principal é não ignorar sinais. “Ao perceber qualquer alteração facial súbita, como boca torta ou dificuldade para fechar o olho, o ideal é procurar um pronto atendimento imediatamente para avaliação e início do tratamento”, orienta o neurologista.

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