Justiça concede habeas corpus a Buzeira, influenciador digital, após investigação por lavagem de dinheiro.

O influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, teve a soltura determinada pela Justiça Federal nesta segunda-feira (17), depois de 10 meses em prisão preventiva. A decisão partiu da Quinta Turma da Corte e encerra, por ora, um dos capítulos mais recentes da Operação Narco Bet, que investiga esquemas de lavagem de dinheiro ligados a casas de apostas esportivas.

Buzeira estava preso desde outubro de 2025, investigado por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, o influenciador também responde a outras ações penais que envolvem tráfico de drogas, associação criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar.

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De acordo com o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), a soltura foi condicionada à imposição de medidas cautelares, cujos detalhes não foram divulgados pela Corte.

Durante o período em que esteve preso, Buzeira passou por diferentes unidades prisionais em São Paulo. Em maio, ele foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, no interior do estado. Antes disso, esteve no CDP IV de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista, e na Penitenciária Odon Ramos Maranhão, localizada em Iperó, na região de Sorocaba.

A defesa do influenciador, formada pelos advogados Jonas Reis, Eugênio Carlo Balliano Malavasi e Lucas Gabriel Ruivo Ferreira, comemorou a concessão do habeas corpus por meio de nota. Segundo os advogados, os fatos apontados na denúncia do MPF serão esclarecidos ao longo do processo, e a defesa vai se manifestar nos autos da ação penal no momento processual adequado, sem comentar as imputações enquanto o caso corre em segredo de justiça.

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O caso ganhou um novo desdobramento em junho, quando o Ministério Público Federal apresentou uma segunda denúncia contra Buzeira e outros quatro investigados dentro da Operação Narco Bet. Segundo a acusação, o grupo integraria uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro, à evasão de divisas e à ocultação de recursos por meio de empresas de apostas esportivas, operações internacionais, estruturas offshore e movimentações com criptomoedas.

Na denúncia protocolada na Justiça Federal de Santos, o MPF aponta Buzeira como suposto financiador, controlador oculto e beneficiário econômico final das marcas de apostas BRXBET e RICOBET. Segundo o órgão, o influenciador teria participação direta nas decisões estratégicas e na condução das operações ligadas às plataformas, mesmo sem constar formalmente nos quadros societários das empresas.

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