A emissora não se manifestou especificamente sobre a crítica de Paulo Vieira até o momento desta publicação.

O humorista Paulo Vieira denunciou nesta sexta-feira (16) que a TV Globo o impediu de entrar no camarim do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a sabatina do Jornal Nacional, realizada na noite anterior.

A justificativa apresentada pela emissora foi evitar dúvidas sobre sua imparcialidade.

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"Só uma curiosidade: eu fui proibido de ir no camarim do Lula durante a sabatina 'pra não levantar dúvidas sobre a imparcialidade'", escreveu Vieira no X. Em seguida, ele completou: "Que vergonha".

A publicação ganhou ainda mais repercussão porque, no mesmo dia, a Globo confirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, visitou a sede da emissora no Rio de Janeiro horas antes de participar de sua própria sabatina no JN.

Flávio foi recebido pelo presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e pelo vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet. A emissora afirmou, em nota, que o encontro não contou com a presença de lideranças do Jornalismo.

Além disso, a Globo defendeu que visitas institucionais fazem parte da rotina de executivos de empresas de mídia e que encontros de cortesia com candidatos a cargos eletivos são habituais.

Por outro lado, a emissora alegou que o mesmo encontro não ocorreu com Lula porque o presidente não fez a requisição.

O relato de Vieira, portanto, expõe um contraste direto: de um lado, a restrição imposta ao humorista para preservar a imagem de neutralidade da emissora; de outro, a reunião de Flávio Bolsonaro com dois dos principais executivos do grupo no mesmo dia de sua sabatina.

O episódio reacendeu o debate sobre os critérios adotados pela Globo para demonstrar equilíbrio entre os candidatos durante o processo eleitoral.

Contudo, a emissora não se manifestou especificamente sobre a crítica de Paulo Vieira até o momento desta publicação.

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