A carne da injustiça no chão rachado
O Sertão brasileiro, historicamente, é um território onde a realidade e a lenda se confundem sob o sol inclemente. Não é apenas um cenário geográfico, mas um estado de espírito forjado pela secura e pelo mormaço. Em SerTão Sangrento, projeto transmídia idealizado por Kleyner Arley e Rodrigo Motta, essa mística é tensionada ao limite ao introduzir um elemento estranho à historiografia clássica: os mortos-vivos. No entanto, o “problema” central da obra não reside no choque gratuito entre cangaceiros e zumbis, mas em como o sobrenatural emerge como uma resposta visceral às injustiças sociais não resolvidas de 1926.
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