A lesão sofrida por Neymar acendeu o sinal de alerta na Seleção Brasileira a poucos dias da estreia na Copa do Mundo. Diagnosticado com uma lesão de grau 2 na panturrilha direita, o atacante entrou em uma corrida contra o tempo para tentar se recuperar a tempo do primeiro compromisso do Brasil no torneio, marcado para o dia 13 de junho, diante de Marrocos. O diagnóstico foi confirmado após exames realizados em Teresópolis e divulgado pelo médico da CBF, Rodrigo Lasmar.

Com a contusão, Neymar está oficialmente fora dos amistosos contra Panamá, neste domingo (31), no Maracanã, e Egito, no dia 6 de junho, em Cleveland, nos Estados Unidos. A preocupação em torno da recuperação do camisa 10 aumentou porque a lesão grau 2 é considerada moderada e envolve ruptura parcial das fibras musculares da panturrilha.

Conteúdo relacionado

O atacante se machucou no último dia 17, durante a partida entre Santos e Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro, na Neo Química Arena. Para entender a gravidade do problema e as chances de recuperação do jogador antes da Copa, o DOL ouviu a fisioterapeuta Vanessa Lameira, referência na área em Belém. Segundo ela, o retorno do atleta dependerá diretamente da evolução clínica nas próximas semanas.

“Tudo vai depender da evolução do processo de recuperação do Neymar nas próximas duas a três semanas, considerando tanto a resposta sistêmica do organismo quanto o trabalho de fisioterapia e reabilitação realizado. Em uma lesão muscular de panturrilha, mesmo quando considerada leve, é fundamental observar a ausência de dor, edema e limitações funcionais durante as mobilizações e progressão de carga”, explicou.

O que é uma lesão grau 2 na panturrilha?

A especialista ressaltou que qualquer persistência de dor ou limitação funcional pode colocar em risco não apenas o retorno do atleta, mas também aumentar a possibilidade de corte da lista final do técnico Carlo Ancelotti. “Se ele apresentar boa evolução clínica e tolerar o aumento gradual da intensidade dos treinos sem sintomas, a chance de retorno é maior. Porém, qualquer persistência de dor ou déficit funcional pode aumentar o risco e exigir mais cautela, inclusive em relação a um possível corte”, alertou.

Vanessa também detalhou como funciona o tratamento fisioterapêutico em casos de lesão muscular grau 2. Segundo ela, a recuperação passa por etapas progressivas até que o atleta esteja apto para suportar novamente movimentos de alta intensidade. “A lesão muscular grau 2 na panturrilha representa uma ruptura parcial das fibras musculares, sendo mais significativa do que um simples edema ou sobrecarga muscular. O tratamento fisioterapêutico inicialmente busca controlar dor e edema, proteger o tecido lesionado e evitar agravamento da lesão”, destacou.

Duas a três semanas significam liberação para jogar?

Na sequência, o processo evolui para fortalecimento muscular, recuperação da mobilidade, equilíbrio, estabilidade e condicionamento físico específico para o retorno ao esporte. “Na fase final da reabilitação, o objetivo é preparar o atleta para as demandas específicas do esporte, com progressão para corrida, acelerações, desacelerações, saltos e movimentos explosivos. Mais do que respeitar apenas um prazo de duas a três semanas, o retorno seguro depende da resposta clínica do atleta e da capacidade de executar esses movimentos em alta intensidade sem dor ou limitações”, concluiu.

MAIS ACESSADAS