A história do futebol tem o poder de transformar estreias em lendas. Na noite desta terça-feira (16), Erling Haaland escreveu a sua, em uma partida inesquecível para toda a Noruega.
A Noruega voltou a disputar uma Copa do Mundo após 28 anos de ausência e celebrou o retorno com uma goleada de 4 a 1 sobre o Iraque, nesta terça-feira (16), no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos.
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Com o resultado, os noruegueses superaram a França no saldo de gols e assumiram a liderança do Grupo I. O placar refletiu a superioridade norueguesa na maior parte da partida.
Além dos dois gols de Haaland, Leo Østigård e Thorstvedt também marcaram para completar o triunfo.
A noite mágica de Haaland
Erling Haaland não sentiu o peso da estreia em sua primeira Copa do Mundo. Pelo contrário, o atacante foi o principal nome em campo e balançou as redes duas vezes já no primeiro tempo.
Aos 28 minutos, Nusa recebeu pela esquerda e encontrou David Wolfe, que cruzou para a segunda trave. Em seguida, Haaland se lançou de carrinho para empurrar a bola para o fundo das redes.
Depois, aos 42, o camisa 9 aproveitou um recuo errado do zagueiro Zaid Tahseen, dividiu com o goleiro e marcou o segundo.
Aos 25 anos, Haaland é o maior artilheiro da história da seleção norueguesa. Além disso, nas Eliminatórias Europeias, ele terminou como artilheiro com 16 gols marcados.
Um gol com história especial
A estreia de Haaland na Copa tem um significado que vai além do futebol. Seu pai, Alf-Inge Haaland, disputou o Mundial de 1994 pela Noruega.
Portanto, mais de 30 anos depois, o filho também passou a fazer parte da história da seleção em Copas do Mundo.
Os gols desta terça colocaram Erling em uma posição ainda mais especial na memória do futebol norueguês. Assim, pai e filho figuram juntos na história do país no torneio mais importante do mundo.
O jogo
A partida começou com os dois times cometendo erros de passe, reflexo do nervosismo da estreia. Os iraquianos também voltaram ao Mundial depois de 40 anos de ausência, portanto o peso histórico era grande dos dois lados.
Aos 2 minutos, Antonio Nusa já deu o primeiro aviso com um lançamento para Haaland, que por pouco não abriu o placar. Contudo, o gol saiu apenas aos 28 minutos. O Iraque, no entanto, não se intimidou.
Aos 38 minutos, Ali Jasim deixou Julian Ryerson para trás e acionou Amir Al-Ammari na linha de fundo. O meio-campista cruzou para a pequena área e Aymen Hussein apareceu livre entre os zagueiros para cabecear no canto do goleiro.
Porém, a Noruega voltou a marcar ainda antes do intervalo.
No segundo tempo, o ritmo caiu, principalmente do lado norueguês, que sentiu o desgaste do forte calor. Os iraquianos pressionaram em busca do empate, mas não conseguiram parar a bola parada norueguesa.
Então, aos 31 minutos, Martin Ødegaard cobrou escanteio e Østigård apareceu livre na primeira trave para cabecear e marcar o terceiro. Aos 50, Haaland desviou uma bola na área e Thorstvedt completou para o fundo das redes.
O herói do Iraque
Apesar da derrota, o Iraque teve uma figura marcante em campo: Aymen Hussein. O atacante é o quinto maior artilheiro da história da seleção iraquiana e é considerado um herói em seu país.
Além disso, sua trajetória é de superação, pois ele perdeu o pai, assassinado por integrantes da Al-Qaeda, mas não desistiu do futebol.
Próximos jogos do Grupo I
Com a vitória, a Noruega lidera o Grupo I, enquanto o Iraque aparece em terceiro lugar. Na segunda rodada, marcada para 22 de junho, os confrontos serão:
- Iraque x França, às 18h;
- Noruega x Senegal, às 21h.
Portanto, os noruegueses terão mais um desafio difícil pela frente. Já os iraquianos precisam superar a França para manter vivas as chances de classificação.
