Dirigentes das Séries A e B estiveram frente a frente com a cúpula da CBF, no Rio de Janeiro, na tarde da última segunda-feira, 07, para discutir um tema que pode redesenhar o comando das competições nacionais: a criação de uma liga única no Brasil.

O encontro foi tratado como ponto de partida para um processo que ainda depende de diálogo e construção coletiva. A proposta coloca os clubes no centro das decisões e projeta mudanças estruturais no futebol brasileiro.

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''Hoje foi um dia histórico para o futebol brasileiro. Pela primeira vez, as Séries A e B se reuniram com a CBF para discutir um tema que vai definir o nosso futuro: a criação de uma liga única. Este é um momento que exige responsabilidade, visão e, principalmente, união. A formação de uma liga única tem um objetivo muito claro: valorizar o futebol brasileiro'', ressaltou o presidente da CBF, Samir Xaud.

Nos bastidores, a entidade apresentou levantamentos internos indicando que, embora o Brasileirão figure entre os campeonatos mais valiosos do mundo, ainda há áreas consideradas estratégicas que precisam evoluir.

Calendário, tempo de bola rolando, infraestrutura dos estádios, transmissões, marketing, governança e saúde financeira dos clubes estão entre os pontos avaliados como prioritários.

A CBF também citou experiências internacionais analisadas recentemente, com foco em modelos de organização adotados na Europa, incluindo práticas de fair play financeiro e uso de tecnologia na arbitragem.

''Nada do que desejamos para o futebol brasileiro será possível sem união. Não haverá avanço sem união. E união exige maturidade, diálogo e concessões de todos os lados. A liga precisa ser dos clubes. Esse é um princípio fundamental, inegociável. A CBF estará presente, com papel ativo como mediadora e uma das lideranças do processo. Mas as decisões precisam ser construídas e deliberadas pelos clubes'', frisou Gustavo Dias, vice-presidente da CBF.

Segundo a entidade, as reformas recentes no calendário e a implementação de mecanismos de controle financeiro são vistas como bases para sustentar o novo modelo.

''Essas reformas não são acessórios; são fundamentos. Sem elas, qualquer modelo de liga nasceria frágil, incapaz de entregar o valor que todos nós desejamos. Por isso, mesmo sabendo da importância da liga, optamos por construir primeiro as bases que garantissem sua sustentabilidade'', destacou Samir Xaud.

A reunião não definiu prazos nem formato definitivo. O próximo passo será ouvir sugestões de clubes e federações antes de qualquer encaminhamento formal.

📷 O que você acha da ideia, torcedor? |Rafael Ribeiro / CBF

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