A arbitragem no futebol pode virar assunto delicado entre atletas, jornalistas e especialistas no esporte. O caso mais recente ainda está reverberando nas redes sociais, envolto em polêmicas.

A derrota da Seleção Brasileira Feminina por 1 a 0 para os Estados Unidos, na noite da última terça-feira (9), na Arena Castelão, em Fortaleza, foi marcada por fortes reclamações em relação à arbitragem. Após o amistoso internacional, a atacante Marta não poupou críticas à atuação da árbitra espanhola Paola López, acusando a equipe de arbitragem de favorecer as norte-americanas durante o confronto.

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Na zona mista, a camisa 10 da seleção demonstrou irritação com os critérios adotados ao longo da partida e afirmou ter percebido tratamento diferente entre as equipes nos lances mais disputados.

“Ficou claro em vários momentos que ela estava, tinha um lado. Na dúvida, a bola era das americanas. Muitas faltas que sofremos, agressões que não chamou VAR ou ignorou. Quando acontecia do lado delas, parava o jogo. Isso é ridículo”, declarou Marta.

A veterana também destacou que o amistoso faz parte da preparação para competições de alto nível e cobrou maior qualidade da arbitragem internacional.

“Estamos em uma preparação intensa para a Copa do Mundo. Não são só atletas, árbitros Fifa precisam saber lidar com essas situações”, afirmou.

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Marta ainda lamentou o impacto da condução da partida no espetáculo oferecido ao público presente no Castelão.

“O público merecia um espetáculo melhor. Mas ela estragou”, completou.

As críticas da atacante começaram ainda durante o jogo. Em diversos momentos, Marta demonstrou insatisfação com as marcações da árbitra espanhola e, após o apito final, voltou a questionar a atuação da profissional.

“Ela queria ser a principal figura do espetáculo. Uma galera dessa vem assistir ao jogo para ela fazer uma palhaçada dessas. Sinto muito, desculpa, mas esse tipo de arbitragem não pode acontecer, principalmente em um jogo entre Brasil e Estados Unidos”, disse.

O amistoso teve clima tenso do início ao fim. Além do gol que garantiu a vitória da equipe norte-americana, a partida registrou uma série de punições disciplinares. Ao todo, foram distribuídos dez cartões amarelos, cinco para cada lado. Pelo Brasil, também foram expulsos o técnico Arthur Elias e as jogadoras Kerolin, Bia Zaneratto, Tarciane e Ludmila.

Apesar do resultado negativo, o confronto serviu como mais um importante teste para a seleção brasileira na preparação para a próxima edição da Copa do Mundo Feminina, que será disputada em 2027, no Brasil.

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