O ronco dos motores da Fórmula 1 ganhou um tom diferente nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026. O mundo do automobilismo parou para lembrar os 32 anos da morte de Ayrton Senna, ocorrida durante o Grande Prêmio de San Marino de 1994, no circuito de Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola. Mais do que relembrar uma tragédia, a data se consolidou como um momento de reverência coletiva no esporte.

Equipes, pilotos e fãs prestaram homenagens àquele que ainda é considerado por muitos o maior símbolo de excelência da categoria. As manifestações tomaram conta das redes sociais e dos bastidores do Grande Prêmio de Miami, disputado neste fim de semana. A McLaren, equipe pela qual Senna conquistou seus três títulos mundiais (1988, 1990 e 1991),destacou uma de suas frases marcantes: “Ou você faz algo muito bem, ou não faz nada”.

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A escuderia britânica ressaltou que a busca pela perfeição, marca registrada do brasileiro, segue como referência em sua filosofia até hoje. A própria Formula One Group também homenageou o piloto, afirmando que Senna permanece “para sempre em nossos pensamentos”. Seu impacto vai além dos números — 41 vitórias e 65 pole positions — e inclui mudanças profundas na segurança da categoria, impulsionadas após o fim de semana trágico de 1994, que também vitimou o piloto Roland Ratzenberger.

No Brasil, a data mantém forte carga emocional. Fãs e personalidades relembraram o legado do tricampeão, símbolo de uma época em que as manhãs de domingo paravam o país. A apresentadora Adriane Galisteu, última companheira de Senna, compartilhou registros e definiu a ausência do piloto como “uma saudade que o tempo apenas transforma”.

Além das homenagens virtuais, o legado do ídolo segue vivo também em exposições. Na Europa, a mostra “Ayrton Senna Forever” reúne carros históricos, como modelos da Lotus Cars e a icônica MP4/4 da McLaren, reforçando a dimensão atemporal de sua carreira.

Legado de Senna

Mesmo após mais de três décadas, o nome de Senna segue como referência para novas gerações. Pilotos como Lewis Hamilton e Max Verstappen frequentemente citam o brasileiro como inspiração — não apenas pelo talento, mas pela combinação única de técnica, coragem e intensidade que marcou a história da Fórmula 1.

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