O Paysandu confirmou o favoritismo no início no Campeonato Paraense ao vencer o São Raimundo por 2 a 0 na Curuzu, em partida marcada por intensidade, domínio territorial e eficiência ofensiva nos momentos decisivos. Os gols do jogo foram marcados por Ítalo Carvalho e Kleiton Pego.
Com postura agressiva desde o apito inicial, a equipe bicolor tomou conta das ações, pressionou a saída de bola do adversário e criou as melhores oportunidades do jogo. O São Raimundo até tentou equilibrar em alguns momentos, mas encontrou dificuldades para passar da intermediária e esbarrou na boa organização defensiva do Paysandu, que controlou o confronto do início ao fim.
Pela segunda rodada do Campeonato Paraense, o Paysandu volta a campo no próximo domingo (1º), às 16h, quando recebe o Capitão Poço, na Curuzu, em mais um compromisso diante da torcida bicolor.
Já o São Raimundo tenta a recuperação fora de casa, enfrentando o Amazônia Independente, no Estádio Municipal de Belterra (Dedecão), também no domingo, às 16h, em duelo importante para a sequência da competição estadual.
1º tempo: Paysandu impõe ritmo, marca dois e acerta o travessão
O apito inicial na Curuzu já mostrou o panorama da primeira etapa: o Paysandu tomou a iniciativa, empurrando o São Raimundo para o campo de defesa e controlando as ações com intensidade e organização. Com apoio da torcida, o Papão passou a rondar a área desde os primeiros minutos.
A pressão deu resultado cedo. Em erro na saída de bola do Pantera, Ítalo Carvalho ficou com a sobra e abriu o placar, fazendo explodir a Fiel Bicolor nas arquibancadas. O gol aumentou ainda mais o ímpeto bicolor, que seguiu em cima buscando ampliar.
Com Kleiton Pego em destaque, o Papão criou boas chances. Lucão acertou o travessão após escanteio, enquanto Pego quase marcou de cabeça após falta cobrada na área, mas a bola passou raspando a trave. O São Raimundo encontrava dificuldades quando tinha a bola e era alvo fácil para o Lobo.
Mesmo assim, o Pantera tentou reagir em bolas paradas. Em um escanteio, uma bola desviada carimbou o travessão, levando perigo ao gol de Jean Drosny. Foi o principal e único susto para a defesa bicolor na primeira etapa.
Antes do intervalo, veio o segundo golpe do Papão. Kleiton Pego roubou no meio-campo, arrancou em velocidade e finalizou de fora da área no cantinho, sem chances para Labila. Ainda houve tempo para o goleiro do São Raimundo salvar em chute de Marcinho, antes do apito final que encerrou um primeiro tempo de amplo domínio bicolor.
2º Tempo: Lobo mais "na boa" e um São Raimundo "apenas" com vontade
No retorno do intervalo, o São Raimundo adiantou as linhas e tentou pressionar em busca do gol que recolocaria a equipe na partida. Logo nos primeiros minutos, o Pantera passou a ocupar mais o campo ofensivo, apostando em jogadas rápidas e finalizações de média distância.
A resposta do Paysandu veio em velocidade, explorando principalmente o lado direito. Em uma boa troca de passes, Edílson cruzou na medida para Ítalo Carvalho, que subiu bem de cabeça, mas parou em defesa segura de Labila, no centro do gol. Pouco depois, o camisa 9 voltou a levar perigo ao desviar outra bola aérea, que saiu rente à trave.
Com o passar do tempo, o Papão passou a controlar o ritmo da partida, administrando a vantagem construída ainda no primeiro tempo. O Pantera até tentou reagir, mas encontrou dificuldades para furar o sistema defensivo bicolor, que se manteve bem postado e atento às investidas adversárias.
A melhor chance dos visitantes veio em chute forte de Ramonzinho, que cortou para a esquerda e soltou uma bomba, obrigando Jean Drosny a fazer grande defesa. Em seguida, após um rebote na área, o ataque santareno chegou a pedir pênalti, mas a arbitragem assinalou impedimento no lance.
Na reta final, Júnior Rocha promoveu mudanças para renovar o fôlego da equipe, com as entradas de Iarley, JP Galvão, Arthur, Klayvert e Salomoni nos lugares de Lucão, Henrico, Danilo Peu, Marcinho e Kleiton Pego. Sem mais ninguém balançar as redes, foi visto um segundo tempo mais controlado pelo Papão, que segurou o resultado até o apito final.
